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Tecnologias agrícolas preservam o meio ambiente

O mês em que celebramos o Dia Mundial do Meio Ambiente, é uma bela oportunidade para se reconhecer o quanto as tecnologias agrícolas podem preservar e mitigar os impactos ambientais.

Em um mundo com cerca de 8 bilhões de pessoas, a demanda global por alimentos, fibras e biocombustíveis é cada vez maior. Mas, não é aceitável aumentarmos a produção agrícola sem preservar os recursos naturais. Adicionando ainda mais dificuldade ao contexto, a agricultura está entre os setores que mais impactam o meio ambiente.

Com isso, a humanidade precisa intensificar a produção agrícola para atender às demandas de uma população crescente, ao mesmo tempo em que mitiga os seus impactos ambientais.

Diante desse desafio, estamos observando grandes mudanças na forma como os alimentos e outras commodities agrícolas são produzidos em diferentes regiões do mundo. Aprendemos que  a sustentabilidade na agricultura está intimamente relacionada à capacidade do agroecossistema manter a produção de forma previsível ao longo do tempo.

O boom da tecnologia nos campos agrícolas e a preservação do meio ambiente

As fazendas modernas e as operações agrícolas funcionam de maneira muito diferente daquelas de alguns anos atrás, principalmente devido aos avanços na tecnologia, incluindo sensores, dispositivos, máquinas e tecnologia da informação.

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A agricultura de hoje já emprega tecnologias sofisticadas, como robôs, sensores de temperatura e umidade, imagens aéreas e tecnologia GPS. Esses dispositivos avançados como sistemas robóticos e agricultura de precisão permitem que as empresas sejam mais lucrativas, eficientes, seguras e ecologicamente adequadas.

Com a adoção desses sistemas, os agricultores não precisam mais aplicar água, fertilizantes e pesticidas uniformemente em campos inteiros. Em vez disso, podem usar quantidades mínimas necessárias e atingir áreas muito específicas, ou até mesmo tratar plantas individuais de maneira diferente. Os benefícios dessas tecnologias incluem:

Além disso, as tecnologias robóticas permitem monitoramento e gerenciamento mais confiáveis dos recursos naturais, como a qualidade do ar e da água. Também oferecem aos produtores maior controle sobre a produção, processamento, distribuição e armazenamento de plantas e animais.

Nuvem, inteligência artificial (IA), internet das coisas (IoT) e análises de dados podem ajudar a otimizar processos agrícolas, capturar dióxido de carbono antes de ser lançado na atmosfera, adotar uma economia circular e tornar todo o setor mais sustentável. Drones e robôs podem ajudar na análise do solo e do campo, pulverização de culturas e colheita.

Paralelamente, o melhoramento genético e a biotecnologia estão desenvolvendo plantas mais produtivas e que se adaptam aos diferentes estresses, sejam eles ambientais ou causados por pragas e doenças.

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Toda essa tecnologia está cada vez mais inserida no meio agrícola. Com ela, teremos melhor aproveitamento das áreas, maiores produtividades, diminuição do desmatamento e conservação da biodiversidade. Ou seja, a manutenção e a proteção do meio ambiente onde a agricultura está inserida.

Gráfico sobre a Agricultura Moderna

O que a tecnologia agrícola trouxe de benefícios?

As tecnologias adotadas no campo são as grandes responsáveis pelo aumento de produtividade, que indica o crescimento da produção por área. Dentre as soluções empregadas vale mencionar, o uso de fertilizantes e defensivos, o manejo de irrigação, o melhoramento genético de plantas e mais recentemente, a agricultura digital.

Analisando apenas a produção de cereais per capita no mundo já se observa um crescimento de 0,29 para 0,39 toneladas entre 1961 e 2014. Neste contexto, um exemplo bastante evidente diz respeito à produção de arroz. Comparando o ano de 1961 com o de 2018, se verifica um aumento de aproximadamente 73% na produção, associado a um crescimento de apenas 31% em novas terras. Enquanto, nesse mesmo período a população cresceu mais de 60%.

Avançando na inovação, a digitalização da agricultura vem trazendo diversos benefícios como o uso racional de água para irrigação, evitando desperdícios e adequação do uso de insumos e defensivos, por meio de modelos preditivos no manejo de pragas e doenças nas lavouras.

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Por fim, a  agricultura digital combinada com outras soluções de manejo ajuda os produtores a economizar, em média, até 60% de água e 40% de energia elétrica, aumentando a produção em até 20%, o que resulta em um manejo mais eficiente e sustentável.

O Brasil também tem tecnologia de preservação

De fato, a forma de produzir empregando tecnologia, tem garantido ao Brasil uma agricultura que além de ser produtiva também conserva o meio ambiente. A agricultura moderna é a grande responsável em fazer do Brasil uma das maiores potências agrícolas do planeta, sem deixar de ser um país megadiverso.

Desde 1998 o Brasil adota transgênicos na agricultura, como soja, milho, algodão e, mais recentemente, eucalipto e cana-de-açúcar. Essa adoção já tem mostrado diversos ganhos socioambientais como redução no uso de defensivos e das emissões de gases de efeito estufa (GEE), bem como melhoria das condições de renda para os produtores.

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Para se ter uma ideia, atualmente, o cultivo do milho no Brasil é feito em uma área 8 vezes menor do que a necessária para produzir a mesma quantidade na década de 1980. Ou seja, uma grande quantidade de florestas foi conservada graças à adoção de sementes híbridas, transgênicas, defensivos e outras tecnologias.

O que fica muito evidente quando olhamos para dentro das propriedades rurais, responsáveis por 25% de toda a vegetação nativa conservada no país. Dessa forma, a agricultura moderna tem diminuído, constantemente, o seu impacto nas mudanças climáticas.

Os resultados alcançados pelo Plano ABC, revelam que as propriedades rurais brasileiras passaram a adotar tecnologias conservacionistas em uma área de 35,5 milhões de ha, contribuindo com a mitigação de 132,9 a 162,9 milhões tCO2eq.

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Principais fontes:

FAO. Agriculture and climate change Challenges and opportunities at the global and local level – Collaboration on Climate-Smart Agriculture. Rome, 2019.

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Coletânea dos fatores de emissão e remoção de gases de efeito estufa da agricultura brasileira, 2020.

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