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Brasil se destaca no mercado de controle biológico

O mercado de controle biológico vem crescendo em ritmo acelerado ao redor do mundo. De acordo a consultoria Dunhan Trimmer, o segmento deve movimentar mais de US$ 5 bilhões em 2020, um salto equivalente a US$ 2 bilhões com relação ao ano anterior. Enquanto o setor cresce na ordem de 10% ao ano em outros países, no Brasil o ritmo é ainda mais acelerado, atingindo mais de 15%.

O pioneirismo brasileiro no ramo se deve a experiência adquirida na aplicação desse tipo de manejo em mais de 23 milhões de hectares, que permitiram, inclusive, a exportação de tecnologias da área para outros países. Como exemplo, há o uso de drones e de técnicas de georreferenciamento para liberação de insetos encapsulados produzidos nas biofábricas, que tem se mostrado uma estratégia acertada para uma ação muito mais rápida, precisa e eficiente.

As tecnologias ofertadas pelo País combinam produtos de base biológica, conhecimento aprofundado das relações entre os diversos elementos do campo, uso inteligente de dados e automação nos processos, fatores que vão revolucionar a agricultura.

Segundo especialistas do setor, o controle biológico não deve mais ser visto simplesmente como o combate aos insetos por meio da introdução de inimigos naturais na lavoura. Hoje, o escopo desse tipo de manejo está intimamente associado à inovação, uma vez que abrange tecnologias modernas presentes nos mais diversos produtos biológicos.

Sustentabilidade e Integração

Os consumidores, cada vez mais, esperam o compromisso do produtor com o meio ambiente e com a sociedade. Nesse cenário, esse é outro ponto de contato entre o controle biológico e as demandas contemporâneas: a sustentabilidade. A técnica integra uma estratégia que reduz a pressão no meio ambiente ao empregar, por exemplo, microrganismos com propriedades inseticidas no manejo das lavouras. No entanto, é importante ressaltar que ela deve ser apenas um componente dentro das diversas estratégias que compõem o Manejo Integrado de Pragas (MIP), tendo em vista que não se pode abrir mão de nenhuma tecnologia para enfrentar os desafios da agricultura tropical.

O controle biológico entra nessa equação como uma variável que intervém, a serviço da produtividade e com muita ciência e segurança, nas relações entre os diversos organismos que existem na natureza.

Controle biológico como aliado na redução de pragas

O uso de produtos biológicos de controle no tratamento de sementes tem se mostrado uma tendência promissora. Um exemplo disso, é o uso de fungos como B. bassiana, Metarhzium anisopliae e Isaria fumosorosea para tratar sementes de soja que, após 60 dias, mostra diminuição de 60% de lagartas falsa-medideira, 30% de Helicoverpa armigera e 60% de mosca-branca na parte aérea, além da redução de 50% no consumo das folhas pelas pragas.

Resultados semelhantes foram obtidos com hortaliças e feijoeiro, uma vez que a planta com sementes tratadas com esses microrganismos passou a produzir maior nível de peroxidase, tornando-se impalatável a essas pragas.

Outra tendência é o manejo externo, que utiliza produtos biológicos de controle no entorno das áreas-alvo, o que diminui o custo do controle, já utilizado em citros para o controle do psilídeo e em desenvolvimento para o manejo-da-broca e do Sphenophorus sp. em cana-de-açúcar.