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Controle biológico se torna aliado no combate a principal doença da laranja

O pioneirismo brasileiro no ramo de controle biológico tem permitido que o país se destaque mundialmente e promete revolucionar a agricultura. Dentre os principais manejos, está o uso da vespa Tamarixia radiata como aliada no combate à principal doença da laranja, o greening.

vespa Tamarixia radiata - doença da laranja

Vespa Tamarixia Radiata. Fonte: Fundecitrus.

O greening cresceu 4,8% em um ano e já levou à erradicação de mais de 56 milhões de árvores, de acordo com o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus).

Os efeitos do greening, a principal doença da laranja

O greening, também conhecido como HLB (que vem da palavra chinesa huanglongbing, que significa dragão amarelo) ou amarelão, é uma doença que ocorre em todas as variedades comerciais de citros e que no Brasil pode ser ocasionada pela bactéria Candidatus Liberibacter asiaticus ou Candidatus Liberibacter americanus.

As bactérias do greening são transmitidas entre as plantas de citros pelo psilídeo Diaphorina citri, um inseto de coloração branca acinzentada e manchas escuras nas asas, com comprimento de dois a três milímetros e muito frequente nos pomares nas épocas de brotação das plantas.

Diaphorina citri

Diaphorina Citri. Fonte: Fundecitrus.

A bactéria vive nos “vasos” do floema das plantas (o equivalente às veias dos animais), por meio das quais ela se espalha rapidamente para todas as partes da árvore: raízes, ramos, folhas e frutos.

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O controle biológico pode salvar o pomar da doença da laranja

Popularmente conhecida como amarelão, a doença é devastadora para a produtividade do pomar e não há cura, o que obriga os produtores a destruírem as árvores infectadas para não potencializar o problema.

No entanto, só “cortar o mal pela raiz” não ganha a guerra contra a praga, até mesmo porque, por mais que um produtor retire as plantas infectadas, a medida não será efetiva para combater o inseto-vetor se os demais produtores na região também não adotarem as mesmas ações.

Desse modo, o controle biológico realizado por meio da vespa tem se mostrado uma alternativa fundamental para o citricultor. A vespa é um parasita natural – ela deposita os ovos na ninfa do psilídeo (mosquito transmissor do greening) e interrompe seu ciclo de reprodução, já que a larva da Tamarixia radiata se desenvolve dentro da ninfa e se alimenta dela até crescer.

Cerca de 3 milhões de vespas já foram soltas nos laranjais para começar a controlar o avanço da praga. Com essa iniciativa, é possível prevenir que o inseto de áreas sem o manejo adequado chegue, por exemplo, em propriedades comerciais e contamine as plantas, causando grandes prejuízos.

Além disso, sua introdução já se mostrou eficiente em parasitar até 80% a população de psilídeos, sem causar desequilíbrio ambiental.

Além do controle biológico, outra esperança de uma solução definitiva para o combate ao greening está no desenvolvimento de uma variedade de laranja transgênica resistente à doença.

No entanto, levará alguns anos para que sejam avaliados os comportamentos das plantas e a qualidade dos frutos. Enquanto o setor não possui esse tipo de tecnologia, o controle biológico pode e deve ser usado como aliado para manter o Brasil na liderança mundial de produção de laranjas.

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