Dados fazem parte da divulgação periódica do CropData.

As exportações brasileiras de sementes agrícolas atingiram o maior valor dos últimos cinco anos no período de janeiro a outubro de 2025. Mesmo com a queda no volume embarcado, a receita alcançou US$ 204 milhões — quase US$ 8 milhões acima dos resultados dos dois anos anteriores. O desempenho se deve ao aumento do preço médio por quilo, que reflete o maior valor agregado do produto. “Apesar da leve redução no volume exportado de sementes, houve elevação do preço unitário”, explica o gerente executivo da CropLife Brasil, Renato Gomides.
Milho e forrageiras lideram as exportações de sementes, com receitas de US$ 87 milhões e US$ 64 milhões, respectivamente, o que equivale a 74% do total exportado pelo país. Em termos de volume, os embarques passaram de 41,6 mil toneladas em 2024 para 39 mil toneladas em 2025, considerando o mesmo período. Os dados consolidados são do CropData, que aponta ainda maior fluxo comercial para países da América do Sul, como Paraguai, Colômbia e Argentina.
Já as importações de produtos químicos para uso agrícola cresceram 19% em receita e 27% em volume. Apesar da expansão no volume importado, houve queda nos preços unitários, o que explica por que o valor total desembarcado aumentou mesmo em um cenário de depreciação de preços. A CropLife Brasil monitora a importação de defensivos químicos formulados, produtos técnicos e matérias-primas, estas últimas utilizadas pela indústria para formulação local.
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