Dados do CropData apresentados por Amália Borsari ao Bom Dia Agronegócio reforçam protagonismo do Brasil na adoção e exportação desses produtos
O Brasil é o país com maior uso de bioinsumos em área tratada, chegando a 194 milhões de hectares tratados em 2025, segundo dados de acompanhamento de mercado do CropData. O número é recorde na série histórica e exibe crescimento de 28% em relação ao ano anterior, mantendo o país na vanguarda tecnológica. Destaque para a adoção em produções de larga escala, sobre cultivos não protegidos – diferente de outros países, e para a exportação dos insumos.
O resultado se deve à fatores como manejo integrado contra pragas resistentes, busca por soluções sustentáveis, maior resiliência produtiva e confiança na efetividade do produto biológico. A análise é da Amália Borsari, diretora de Bioinsumos da CropLife Brasil, em entrevista ao Bom Dia Agronegócio.
Em valor de mercado, os bioinsumos atingiram a cifra de R$ 6,2 bilhões em vendas. O dado evidencia a abertura do produtor rural brasileiro para a aquisição de novas tecnologias em seu cultivo e a adaptação à ferramenta biológica. A adoção de bioinsumo já não é apenas uma tendência na produção agrícola brasileira, mas sim uma ferramenta estratégica na realidade do agricultor. Neste cenário, o Brasil também se destaca na pesquisa e desenvolvimento (P&D) industrial dos produtos biológicos, movida pela alta de demanda de commodities como soja, cana e milho, e pelas particularidades que o controle biológico oferece à agricultura tropical. Entre os segmentos, bionematicidas cresceram 60% em área tratada (16 Mha). Quanto a regionalização, Mato Grosso foi o estado que mais adotou.
O crescimento é acompanhado pela promoção das exportações do produto biológico, impulsionado pelo projeto renera – Brazilian Bioinputs Innovation Hub, desenvolvido pela iniciativa privada em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), do governo federal. A iniciativa tem como objetivo expandir a imagem da indústria nacional e potencializar a P&D dos bioinsumos no âmbito global. Para 2026, a diretora reforçou o horizonte promissor para novas tecnologias, especialmente aquelas derivadas de microrganismos e incrementadas com biotecnologia, acelerando a inovação dos novos produtos