Problema pode comprometer lavoura, afetar meio ambiente e saúde humana, além de causar prejuízos financeiros

O Brasil vem registrando crescimento nas denúncias de falsificação de produtos agrícolas como agrotóxicos, insumos biológicos e sementes. Este problema tende a se agravar em regiões com condições climáticas desfavoráveis ou maior pressão de pragas. O fato acende alerta no país para o avanço do mercado ilegal no campo e a CropLife alerta para os cuidados e riscos. A situação exige cuidado dos produtores rurais pois, além de comprometer toda a lavoura, o uso de produtos ilícitos representa riscos ao meio ambiente, à saúde das pessoas e causa prejuízos financeiros.
A verificação da autenticidade dos insumos agrícolas na hora da compra pode ser feita de diversas maneiras, como em canais digitais dos órgãos reguladores ou serviços de atendimento aos clientes de empresas fabricantes, orienta o gerente de Combate a Produtos Ilegais da CLB, Nilto Mendes. Um estudo da CropLife Brasil apontou que a pirataria de sementes de soja causou perdas de R$ 10 bilhões ao ano. A estimativa é que as sementes ilegais ocupem 11% de área plantada da cultura no país. No Rio Grande do Sul, o problema é ainda maior o percentual, afetando quase 30% da área plantada.
Um dos caminhos para se proteger do comércio ilegal é a adoção de Boas Práticas Agrícolas, tema de campanha permanente da CropLife, como comprar apenas em canais autorizados, verificar a procedência do insumo e denunciar produtos suspeitos que apresentem rótulos em língua estrangeira, embalagens violadas ou que não tenham notas fiscais. A entidade mantém ainda um canal de denúncias disponível aos produtores rurais que identificarem o crime. Cabe ressaltar que quem adquire produtos falsificados também pode responder criminalmente.