Os segmentos de bioinseticidas e bionematicidas lideram os avanços na primeira metade do ano.
De acordo com dados do CropData, o setor de bioinsumos fechou o primeiro semestre de 2026 com crescimento em valor de mercado (9,6%), que chegou a R$ 1,8 bilhão, e em área tratada (18,3%), cobrindo 46 milhões de hectares.
Para o gerente executivo da CropLife Brasil, Renato Gomides, o cenário revela que os produtos de origem biológica tem sido usados de maneira ampla e integrada aos químicos através do manejo integrado de pragas. “A diferença entre os segmentos segue o calendário agrícola. Os bioinseticidas lideram no semestre porque acompanham o milho-safrinha (segunda safra), com compras concentradas entre novembro e fevereiro, para o controle da cigarrinha e da lagarta. Já os bionematicidas e biofungicidas ganham força a partir de junho, quando o produtor se prepara para plantar soja”, explica.
No período, o destaque vai para os bioinseticidas e para os bionematicidas, que são usados, principalmente, nas culturas de soja e algodão. O segmento de bioinseticidas - insumos produzidos a partir de microrganismos vivos – registrou 47% do valor total de vendas durante o período, equivalente a R$ 800 milhões em vendas. A área tratada atingiu a marca de 16 milhões de hectares. Já os bionematicidas – produtos usados para controle de nematoides fitoparasitas – chegaram a mais de R$ 500 milhões em valor de mrcado e 15 milhões de hectares cobertos.
Segundo Renato, o resultado total do ano ainda vai depender do desempenho do segundo semestre, momento em que acontece o pico de vendas do segmento.
