Envolvido a quase 40 anos com economia circular, liderança levou o país a marca de 900 mil toneladas de embalagens destinadas corretamente.

No complexo sistema que rege o agronegócio, um dos principais desafios é equilibrar produção e sustentabilidade. A atividade no campo, para garantir alimentos em escala e responder às demandas preservação ambiental, exige soluções cada vez mais estruturadas. Nesse contexto, o Brasil construiu um dos mais modernos sistemas de logística reversa de embalagens agrícolas do mundo. E quando o assunto é gestão operacional e economia circular no agro, um nome é unânime na liderança: Marcelo Okamura.
Figura significativa na construção da reputação brasileira em destinação ambientalmente correta desses materiais e na gestão exitosa da responsabilidade compartilhada em escala nacional entre os elos da cadeia produtiva, Okamura é responsável por atingir a marca ambiental de 900 mil toneladas de recipientes destinados corretamente no país.
Hoje, com quase 40 anos de atuação no setor, Okamura preside o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV), entidade gestora do Sistema Campo Limpo – programa brasileiro de logística reversa de embalagens vazias ou pós consumo. Com passagem na indústria e poder público, Marcelo é referência mundial na construção, implementação do marco legal de logística reversa e na articulação global do agronegócio sustentável.
Carreira
Propósito, inovação e sustentabilidade é o que o nortearam até aqui, após vivência no campo, estudos na agronomia e trajetória na indústria agroquímica. Em entrevista ping-pong especial à CropLife Brasil, Marcelo Okamura conta sua história e trabalhos na economia circular agrícola no ano que o InPEV celebra 25 anos de fundação.
“A nossa vocação agrícola é muito forte, e tê-la com sustentabilidade, como tem o agronegócio brasileiro, realmente nos orgulha fazer parte”
Marcelo Okamura
1 – Por gentileza, Sr. Marcelo, pode me dividir um pouco da sua história. Como você chegou ao agronegócio e aos trabalhos de economia circular, sobretudo ao InpEV? Quem é Marcelo Okamura?
Certo. Sou paranaense de nascimento e me criei no interior de São Paulo, que é uma região essencialmente agrícola. Uma região que foi o berço da agricultura brasileira. Na minha juventude, morei em Ribeirão Preto e fui fazer agronomia em Jaboticabal, me formei em agronomia e comecei a trabalhar na indústria agroquímica.
Comecei na Rocco, em seguida eu fui para Union Carbide, que depois foi adquirida pela Rhodia Agro, onde trabalhei mais de 13, 14 anos. Depois da Rhodia, fui para a Griffin do Brasil, que era uma joy venture [união de duas ou mais empresas] com a DuPont. Fui para a DuPont em 2002 e fiquei até 2017, onde trabalhei durante 15 anos. Após eu fui para FMC, de onde eu saí para assumir a posição aqui no InpEV. E nessa praticamente trabalhei quase 40 anos na indústria agroquímica, sempre nesta área. Trabalhei em vendas, trabalhei em marketing, em desenvolvimento, na área de tecnologia. Fui diretor de negócios no Brasil e fui diretor de negócios para a América Latina.
Uma carreira, assim, bem longa e bem diversificada, onde tive a possibilidade de me desenvolver, profissionalmente, em quase todas as áreas de negócios dentro dessa indústria. Depois de vários anos, enquanto estava ainda na indústria [Griffin], eu comecei a fazer parte do Conselho Diretor do InpEV, em 2002, basicamente desde quando o InpEV foi fundado [em 2001]. Fiz parte dele por alguns anos e, depois, fui presidente deste conselho. Em 2007 eu vim também para o conselho da [Sistema] Campo Limpo, também fui presidente do conselho e, antes de sair da indústria, acumulei a função de presidente do conselho do InpEV e do Campo Limpo.

Uma trajetória longa de indústria e um conhecimento também, bastante longo, do Sistema como um todo. Me atraiu bastante vir para o InpEV, não só por essa atividade, mas pelo propósito que tem o sistema. Um propósito de sustentabilidade, de pessoas, realmente engajadas, em fazer o negócio dar certo. Quando o Sistema começou, tínhamos muitas dúvidas. A indústria ainda não estava bem estruturada e pensávamos, “poxa, será que vai dar certo”. E, graças à vontade e ao empenho de muitas pessoas dentro da indústria agroquímica, [os envolvidos] fizeram realmente este negócio evoluir, crescer e ser o melhor e o maior sistema de logística reversa de embalagens de defensivos agrícolas do mundo.
Desde criança, morando em cidades onde a agricultura era muito forte, como a região de Araraquara, Ribeirão Preto, onde a citricultura era muito forte, as usinas expandindo de uma forma muito grande na época dos planos pró álcool, me interessei em vir para agricultura, para a área de agronomia. Tive parentes que tinham propriedades agrícolas. Depois, já dentro da faculdade, fui fazer estágio no Departamento de Entomologia durante três anos da graduação e aquilo foi me aproximando mais desse setor da agroquímica. E, desde o meu primeiro emprego, desenvolvi a minha carreira dentro da área de proteção de cultivos.
Me considero uma pessoa muito privilegiada, porque sempre fui muito estimulado nesta área de desenvolvimento, em marketing, em áreas de gestão, propriamente dita. E líderes que apostavam e que se empenhavam no desenvolvimento de pessoas. Então, esse também é um dos objetivos da gente formar pessoas, desenvolver pessoas, para que elas possam no futuro estar nas posições de liderança das empresas, dos institutos, enfim, que elas possam se desenvolver não só profissionalmente, mas também pessoalmente. Na medida em que você vai adquirindo conhecimento, expandindo a sua capacidade de gestão de grupos mais complexos, de encontro ao propósito que nos move.
Penso assim, “puxa, estar dentro de uma área como a agricultura, em que você fala que o Brasil já alimenta mais de 1 bilhão de pessoas com a produção local, que você dá segurança alimentar para uma população tão grande quanto a nossa de mais de 200 milhões de pessoas e que a gente fez do agronegócio o maior negócio de exportação e peso da balança comercial desse país”, é grandioso. A nossa vocação agrícola é muito forte, e tê-la com sustentabilidade, como tem o agronegócio brasileiro, realmente é um negócio que nos orgulha muito de fazer parte.

2 – Como se deu o processo de regulamentações das Lei Federais nº 9.974/2000 (de logística reversa) e nº 12.305/2010 (Política Nacional de Resíduos Sólidos)? O senhor fez parte? Naquele momento, qual era cenário brasileiro para a criação do InpEV? Conheceu as lideranças anteriores que compuseram essa construção?
A CropLife, ainda na época em que a entidade era Andef, teve lideranças que atuaram de forma decisiva para que esse sistema progredisse. Por quê? Porque a 9.974, de 2000, foi uma lei que tivemos muitas dúvidas da implementação. E depois com o decreto 4.074, de 2002, que normatizou tal Lei, o mesmo. Esse desenvolvimento teve atuação decisiva das lideranças da época, das empresas, para desenhar todo esse processo. Entidades como a OCB, da Andav, todas as associações se uniram e falaram “como vamos ordenar este negócio em uma legislação que seja praticável, que seja viável e que as pessoas, efetivamente, vão contribuir para que tenhamos uma agricultura mais sustentável nesse país?”.
O papel das lideranças da época foi fundamental para isso. A própria criação do InpEV, em 2001, foi com o intuito de assegurar o cumprimento da Lei [9.974/2000], de acordo com suas regulamentações. Houve necessidade também de um investimento importante por parte da indústria e dos canais de distribuição, até para começar a formar o sistema. No primeiro ano quando começou o recebimento, em 2002, foram recolhidas 3.800 toneladas de embalagens. Hoje, para você ter uma ideia, nós temos o objetivo de 87.500 toneladas por ano.
O sistema foi crescendo, foi ficando mais forte e se expandindo, porque todos os elos da cadeia viram a importância deste trabalho. O agricultor fazendo a tríplice lavagem, devolvendo cada vez; o sistema de distribuição apoiando, não só na construção das unidades, mas também fazendo os recebimentos itinerantes; a indústria suportando grande parte dos investimentos, desde a sua criação até hoje, com mais de 2 bilhões de reais em infraestrutura e logística; e o poder público, com papel importantíssimo tanto na legislação, quanto no cumprimento dessas leis, através das fiscalizações que são feitas.
“É um sistema que hoje é performante, porque todos os elos da cadeia fazem bem o seu trabalho”
Marcelo Okamura
Todos cumprem, não só com a legislação, mas com a vontade de fazer com que esse sistema dê certo pelo bem da própria agricultura brasileira, da própria sociedade brasileira. Quando falamos que retiramos mais de 900 mil toneladas de embalagem do campo, nós estamos falando que tiramos toneladas de lixo e transformamos em matéria prima para outras cadeias produtivas, gerando valor, empregos dignos, gerando riqueza de transformação desse material e contribuindo com o meio ambiente. Cada quilo de embalagem que você transforma, você deixa de emitir gás de efeito estufa, você reduz a necessidade de consumo de energia elétrica, reduz a quantidade de água necessária para a produção de artefatos, já que se transforma em resinas pós-consumo. Ele [Sistema] tem vantagens ambientais, sociais e econômicas ligadas a todo esse processo de logística reversa.

Quando surgiu a lei, precisávamos de uma regulamentação. Sem isso, era uma lei que não tinha aplicabilidade. Falei: “certo, temos que fazer a logística reversa. Mas como? De que maneira isso vai ser estruturado?”. Então, o Decreto 4.074, de 2002, veio ajudar a regulamentar o sistema. Para isso teve um trabalho muito forte de todo o sistema, da Andef na época, do próprio InpEV, suporte dos legisladores, deputados de longa data da agricultura brasileira, que viram a necessidade e importância de ser implementada essa legislação. Foram anos de discussões, até que se chegou no modelo de legislação que temos hoje, uma das mais completas do mundo. Nós sabemos exatamente o que tem que ser feito, como tem que ser feito e o papel de cada elo dentro dessa cadeia. Nós exportamos esse conhecimento para o mundo.
“A legislação brasileira de logística reversa de embalagens e de produtos agroquímicos é uma das mais completas do mundo. (…) Nós exportamos esse conhecimento”
Marcelo Okamura
3 – Qual a importação do Sistema Campo Limpo na concretização da logística reversa em um país de dimensões continentais e produção agrícola tão diversa? O Sr avalia que o Sistema é reflexo para outros processos e segmentos? Hoje, após o balanço 2025, estamos falando da marca de quase 1 milhão de materiais com destinação ambientalmente correta. Em quanto tempo é possível alcançar essa meta? Qual a expectativa do Instituto?
Sem dúvida alguma, eu costumo dizer o seguinte: em um país de dimensões continentais, com a complexidade que nós temos, das expansões de área de agricultura cada vez mais longe dos centros de produção, fazer o retorno dessas embalagens para o centro de origem é um processo caro, difícil de ser feito, mas que dá certo e com resultados concretos. Quando você vê a porcentagem de embalagens recicladas que se tem no Brasil, nem países de economia nem de agricultura mais desenvolvida que a nossa têm taxas de reciclagem de materiais como temos. Por quê? Porque nós tínhamos uma lei e fomos além da obrigação legal.
A lei fala que você tem que receber e destinar. Nós poderíamos queimar 100% dessas embalagens, mas nós reciclamos mais de 90% de tudo que recebemos. Essa consciência ambiental da indústria, a consciência ambiental do produtor, a separação que fazemos, a segregação de materiais nas unidades de recebimento, são importantíssimas para agregar valor dentro dessa cadeia. Hoje nós temos mais de 400 unidades de recebimento em todo o país, mais de 4.000 recebimentos itinerantes junto com o sistema de distribuição para receber de pequenos produtores em todo o país. Temos capacidade de receber 100% das embalagens que a indústria coloca no mercado.
Evidentemente que essa capacidade não é estanque, que conseguimos receber tudo de uma vez. Mas com uma programação para o recebimento e a lei federal dizendo que o agricultor tem até um ano para devolver esse material, temos um prazo muito razoável e temos conseguido fazer com que essas embalagens voltem mais a cada ano. Mesmo nas áreas mais distantes desse país, a gente consegue fazer a logística reversa dessas embalagens.

Esse ano, nós vamos aumentar mais de 15% do volume do ano passado. Nós temos um objetivo de receber 87.800 toneladas de embalagens, previsão que temos de devolução. A agricultura brasileira continua crescendo: as áreas de expansão de soja continuam crescendo; o milho continua expandindo pelo Brasil todo; a segunda safra, que era chamada de “safrinha”, hoje é a principal safra da cultura no país; as áreas de cana-de-açúcar, com mais de 10 milhões de hectares. Tudo isso faz da agricultura brasileira um exemplo para o mundo, não só em produtividade, mas também em sustentabilidade.
“O agro tem uma sustentabilidade que muitos setores da economia não têm”
Marcelo Okamura
É isso que queremos mostrar, a imagem do agro para quem não conhece. Muitas pessoas da cidade dizendo “o agro desmata, o agro polui”. O agro tem uma sustentabilidade que muitos setores da economia não têm. O uso de tecnologia dentro do campo para produção em condições tropicais, são condições de extremamente difíceis de produção de energia, transformam o Brasil de um celeiro do mundo em produção de alimentos. Tudo de maneira regulada e que tem sustentabilidade, invejável para muitos países no globo. E tudo vem acompanhando, por exemplo: a nova lei dos defensivos agrícolas [Lei 14.785/2023], que veio reforçar tudo o que a 9.974/2000 trazia. A legislação dos bioinsumos, também, trazendo a regulamentação para o setor, que também tem a logística reversa dessas embalagens. Todos preocupados com todas as fases, não só com a aplicação, mas com o pós da aplicação e o pós da produção, garantindo segurança alimentar, alimentos seguros para consumo da população e impactando o menos possível o meio-ambiente.
4 – Quais os principais desafios que o Sistema enfrenta para atingir o produtor rural? Está na execução, na capacitação ou na logística?
Eu acho que o mais importante neste processo é o produtor estar bem-informado, não da obrigação, mas do benefício dessa logística reversa.
Nós temos desafios enormes ainda. As áreas de crescimento da agricultura brasileira, as novas fronteiras agrícolas hoje, estão onde? No norte do Mato Grosso, no Pará, no oeste da Bahia, no Maranhão, no Piauí, no Tocantins, regiões cada vez mais distantes do centro de produção. E lá nesses lugares, fazemos a logística reversa de todas as embalagens de produtos que os agricultores utilizam. Então, são distâncias maiores a serem percorridas, lugares que o agricultor chega antes da infraestrutura de recebimento de embalagens, vai aumentando a área de produção dele. E, por sua vez, nós vamos atrás dele colocando unidades de recebimento de embalagens. É um desafio grande da gente poder atender a esse crescimento da agricultura, fazendo investimentos importantes em infraestrutura, para que a gente possa ter essa capilaridade e atenda esse movimento.
O segundo grande desafio é que esse processo deu certo porque começou como um processo educativo. Hoje temos outra geração de agricultores. Aquela anterior, que estava lá no começo do InpEV, hoje já tem os filhos tocando, netos tocando [o negócio]. E o processo de educação tem que ser contínuo. Temos que continuar levando para todas as novas regiões, para todos esses novos produtores que entram no mercado, mostrando o papel e a importância de eles fazerem isso [logística reversa]. Porque, falam “olha, você tem que cumprir a lei.”, é uma coisa importantíssima. Mas por que que você tem que cumprir a lei? O que está por trás disso, né? Todos os aspectos ambientais, sociais e econômicos por trás desses processos que fazem com que os agricultores e produtores se engajem efetivamente em fazer com que essa logística dê certo.

5 – Considerando o impacto da logística reversa na sustentabilidade do agronegócio brasileiro, quais as principais mensagens que o setor deixa ao mercado agrícola internacional, incluindo a outros setores? O Brasil desempenha algum apoio a países ou alianças para estender tais políticas de economia circular?
Nós temos sido convidados para participar de vários fóruns, regionais e globais, sobre logística reversa. Aqui na América do Sul, já estive na Argentina, no Chile, participo das reuniões da CropLife International (CLI), CropLife América Latina, onde nós temos levado essas informações e ajudado no desenvolvimento regional. Mais recentemente, a CropLife da Tailândia queria implementar um sistema de logística reversa, procuraram a CLI em Londres de quem poderiam consultar para informações e eles nos recomendaram para que nós passássemos algumas informações de como implementamos o sistema, quais são os principais gargalos, quais são as dificuldades. Então, fizemos uma série de conversas com eles, que agora estão lançando um documento onde nos citam como referência global na logística reversa de embalagens.

E uma outra coisa importantíssima aqui no Brasil, é que nós temos um sistema evoluído em produtividade e custo do processo. Hoje, temos um sistema que custa, mais ou menos, metade do que custa na Europa para se fazer logística reversa de defensivos agrícolas. Dados da CropLife International, no último boletim, mostram que se você destinar 1 kg de embalagem, o custo beira 80 centavos de dólar por quilo. Aqui no Brasil, nós fazemos por menos de 40 centavos de dólar por quilo. Então, temos um sistema que, além de ser altamente performante, é um dos mais baratos do mundo de logística reversa. Isso nos dá muito orgulho. Nós temos um sistema altamente eficiente e altamente performante, do ponto de vista de custo para todos os elos da cadeia. Isso é bastante significativo.
Eu diria que se no setor de agroquímicos no Brasil, com as dimensões que tem esse país, com a complexidade que tem de cultivos, de regiões, nós temos condições de fazer isso, outros setores também podem fazer a logística reversa. Do ponto de vista de sustentabilidade, avançamos bastante. E achamos que muitos setores já estão fazendo esforços grandes e alcançando resultados importantes, não só para eles próprios, mas em benefício de toda a sociedade, livre de lixos e resíduos.
Perfil

Marcelo Okamura é diretor-presidente do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV), que completa 25 anos em 2026, e presidente da Campo Limpo – Reciclagem e Transformação de Plástico. Atua na liderança do programa brasileiro de logística reversa de embalagens vazias e sobras pós-consumo de defensivos agrícolas. Teve passagens por empresas como Rhodia Agro S/A, Aventis, DuPont e, mais recentemente, na FMC Corporation, onde atuou como diretor de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação para a América Latina.
Graduado em Agronomia pela Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAVJ-UNESP), o gestor possui vasto currículo de especializações, entre elas em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP), Gestão Empresarial pela Kellogg School of Management – Northwestern University (IL, EUA) e em Advanced Management Programme do INSEAD (Fontainebleau, FRA).
Natural de Londrina, cresceu e viveu na cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, próximo de regiões agrícolas.