Resultado está atrelado à rede capilarizada do Sistema Campo Limpo, baseado na responsabilidade compartilhada; CLB atua com campanha e treinamentos.

O Brasil superou a marca histórica de 900 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas descartadas corretamente no setor agrícola. Este é o maior volume já registrado no programa nacional de logística reversa do Sistema Campo Limpo, coordenado pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV). Só no ano de 2025, foram 75.996 toneladas de embalagens tiveram o descarte adequado – o equivalente a um crescimento de 11%, em comparação a 2024. O resultado evidencia o compromisso do setor agrícola brasileiro em práticas sustentáveis, aponta o gerente-executivo da CropLife Brasil, Renato Gomides.
Segundo o gestor, a adoção da logística reversa no campo, tema de campanha permanente de Boas Práticas Agrícolas da CLB, é parte da agricultura moderna, segura e sustentável que possibilita o número inédito e consolida o Sistema Campo Limpo como referência mundial no tema. Além da campanha, a CropLife promove treinamentos aos produtores rurais pelo CropLife Conecta. Segundo Renato, a marca histórica demonstra que “é possível aliar produtividade, competitividade e proteção ambiental, com uma operação capilarizada”.
O Sistema Campo Limpo atua em uma operação baseada no princípio da responsabilidade compartilhada entre os elos da cadeira produtiva – indústria, canais de distribuição, agricultores. Neste processo, todos recebem orientação para que após o uso, as embalagens de defensivos tenham o encaminhamento adequado nas mais de 400 unidades de recebimento distribuídas pelo Brasil. Para além dos resultados numéricos da logística reversa, o presidente do InpEV, Marcelo Okamura, ressalta como a economia circular e a educação ambiental geradas pelo programa beneficiam positivamente toda a sociedade.
Entre os indicadores trazidos do balanço, os estados com forte atividade no campo concentram os maiores volumes destinados, como Mato Grosso (30%), Paraná (11%), Rio Grande do Sul (9%), São Paulo (9%), Goiás (8%), Bahia (8%), Mato Grosso do Sul (7%) e Minas Gerais (6%).
Ouça a matéria completa: