Presidente da Comissão, que celebra 30 anos, explica o papel da ciência e da regulação na promoção da agricultura, na adaptação às mudanças climáticas e na segurança alimentar.

Afinal, o que é a biotecnologia e para que ela serve? Em síntese, se refere aos procedimentos de manipulação de organismos vivos para um objetivo fim. Engenharia essa, que está cada vez mais presente no cotidiano das pessoas, sobretudo na agricultura. Seja na eficiência de lavouras de soja, milho, algodão e cana-de-açúcar, na produção de etanol, no desenvolvimento de bioinsumos ou na pesquisa de novas tecnologias para enfrentar os desafios das mudanças climáticas, a inovação científica tem ampliado produtividade, sustentabilidade e competitividade em diversos setores da economia.
Uma das instituições centrais nesse processo é a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), que celebra seus 30 anosresponsável pela avaliação e regulação da biossegurança de organismos geneticamente modificados e editados no Brasil. Vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a comissão é uma instância multidisciplinar que reúne especialistas de diferentes áreas da pesquisa brasileira. À frente do colegiado está Mario Murakami, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) e diretor do Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR).
Trajetória
Com trajetória iniciada na biofísica molecular e consolidada na biotecnologia industrial, Murakami defende que a ciência deve gerar impacto concreto para a sociedade e contribuir para o desenvolvimento nacional, em solução a problemas reais do cotidiano. Em entrevista ping-pong especial à CropLife Brasil, Mario fala sobre sua educação e carreira, a evolução da CTNBio, o papel da inovação para o agro e as oportunidades da próxima geração de bioinsumos.
“O Brasil precisa deixar de ser apenas produtor de commodities para ser também gerador de tecnologia”
Mario Murakami

1 – Mario, você pode me contar um pouco da sua história? Como surgiu o interesse pela pesquisa científica e pela biotecnologia? Quem é Mario Murakami?
Eu sempre tive muito interesse pela bioquímica, mas também tinha uma afinidade enorme com a área de exatas. Quando era adolescente, participei de Olimpíadas de Matemática Regional por Bauru, interior de SP, e uma delas me deu uma bolsa de estudos que permitiu que eu cursasse o último ano do ensino médio em uma escola particular. Esse período foi transformado para mim.
Eu vinha de escola pública e cheguei com “gap” [falta, defasagem] muito grande em comparação aos demais alunos. Passei um ano estudando intensamente para conseguir ingressar em uma universidade pública. Eu era uma máquina, um robô, acordava cedo, lia a Veja antes de ir para a escola, estudava, almoçava, voltava para a escola para o reforço. Antes de dormir, lia o Estadão e a Folha. Ia dormir. Acordava. Durante um ano fui uma máquina perfeita. Quando fui prestar vestibular, eu não queria cursos como medicina ou direito, eu queria encontrar uma carreira que conseguisse combinar a bioquímica com exatas.
Na época, ainda não existiam cursos de biotecnologia. Dentre as opções que mais se aproximava disso era a engenharia química ou alimentos, que é para mim uma engenharia química com fator microbiológico. Prestei vestibular, passei na Federal do Paraná, na UFSCar e na UNESP, e acabei optando pela Engenharia de Alimentos na UNESP, em São José dos Campos-SP. Mas rapidamente percebi que meu interesse estava muito mais voltado para a pesquisa científica. Desde o primeiro ano de graduação fui para a iniciação científica na área de biofísica molecular e trabalhei com cristalografia de macromoléculas.
Lá, encontrei orientação com o professor indiano chamado Raghuvir Krishnaswamy Arni. Ele foi o meu grande tutor, onde tudo começou cientificamente. Ele era um expoente na área de aplicar métodos físicos para estudar macromoléculas, proteínas, uma área que chama cristalografia de macromoléculas, para entender o funcionamento de enzimas e desenho de inibidores. Desde o primeiro ano de graduação, eu já estava focado nisso e fiz minha iniciação científica.
De lá, segui para um doutorado direto [saltando o mestrado], de três anos, continuidade desse trabalho com o Raghuvir. Realizei um doutorado “sanduíche” [parte no país, parte no exterior] na Universidade de Hamburgo, na Alemanha, na área de cristalografia pela Deutsches Elektronen-Synchrotron (DESY) e desenvolvi pesquisas ligadas à estrutura de proteínas e mecanismos moleculares Em seguida, voltei.
No final do doutorado, eu ganhei o 10º Prêmio Jovem Talento em Ciências da Vida, que é um dos grandes prêmios da Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular. Ganhei um dinheiro, um congresso, uma vitrine muito boa da carreira. Na época, eu tinha 25 anos. Depois disso fiz pós-doutorado, parte na Unesp, parte no Instituto Butantan, através do Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID), aqueles grandes programas da FAPESP. Fiquei um ano no pós-doutorado e então, abriu um concurso na Unesp no departamento de física.
Prestei esse concurso, passei como professor assistente, na Unesp de São José do Rio Preto, e fui docente aos 26 anos. Apesar de ter passado, fiquei um ano lá mas eu não me sentia realizado cientificamente. Quem que não quer passar num concurso e ser docente em uma universidade como a UNESP, todo mundo quer. Mas foi algo que não me satisfez, não era isso que eu imaginava para o resto da vida. Na sequência, tomei uma decisão importante na minha carreira: abandonei a carreira docente para atuar no então Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron, hoje parte do CNPEM. Foi uma escolha baseada no desejo de trabalhar em grandes projetos científicos e em infraestrutura de pesquisa estratégica para o país.
2 – Ao longo da carreira, houve algum momento que direcionou sua atuação para temas relacionados à inovação e impacto social?
Aqui tem um parêntese. Antes dessa outra história que vou contar, eu fiz uma livre docência na Unicamp em biotecnologia. Livre docência não é um cargo, é um título que você recebe após concurso. E eu era relativamente bem jovem, tinha entre 30 e 33 anos, não era comum e as coisas foram acontecendo, rs. O CNPEM evoluiu, mudou, criou-se os laboratórios nacionais, o laboratório de biociências (LNBio) e eu fiquei afiliado a ele e trabalhava na área médica.
Mas eu senti que a minha área era mais um drug discovery, é uma área muito interessante, só que eu sentia que eu ia ter uma grande dificuldade. Trabalhei durante muitos anos trabalhei por lá, com descoberta de fármacos e biologia estrutural. Era uma área extremamente interessante, mas comecei a refletir sobre o impacto que minha pesquisa poderia gerar para a sociedade brasileira. Percebi que o Brasil possuía tantas oportunidades legais e únicas em áreas ligadas à bioeconomia, à biotecnologia industrial e à transição energética. Então fiz uma mudança estratégica na minha carreira e migrei para o então Laboratório de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), hoje Laboratório Nacional de Biorrenováveis. Foi uma escolha motivada por uma pergunta simples: como gerar impacto para a sociedade e deixar um legado que vá além de artigos científicos?
E aí fiz uma transição de carreira pensando no impacto para sociedade para a área de biotecnologia microbiana industrial, e depois de um ou dois anos atuando no CTBE, eu fui convidado a ser diretor científico. Assumi a direção científica do laboratório e participei, junto com o diretor executivo Eduardo Couto na época, do processo de transformação da unidade em um centro voltado à bioeconomia, aos biocombustíveis e aos produtos renováveis. Hoje trabalhamos para reduzir a dependência tecnológica do Brasil e fortalecer a soberania tecnológica nacional.
“Nosso objetivo é transformar conhecimento científico em tecnologia e impacto para a sociedade”
Mario Murakami
Então, em vez de focar no bioetanol, a gente fala de biocombustíveis de uma forma mais ampla e abarca outras cadeias produtivas integradas. São 200 pessoas que trabalham nesse laboratório hoje e eu sou o responsável. Todo mundo é mission oriented [orientado para uma missão]. Tem uma estratégia bem definida de país, que é combater as mudanças climáticas, reduzir a dependência do petróleo e fortalecer a autonomia tecnológica do Brasil na bioeconomia. E o que é isso? É soberania tecnológica. É o Brasil parar de importar, e sair de um produtor de commodities para um gerador de tecnologia de bioprodutos de maior valor agregado.

3 – Como surgiu sua atuação na CTNBio e qual foi sua motivação para integrar a comissão?
Ao trabalhar com transferência de tecnologia, percebi que era impossível gerar inovação sem compreender profundamente o ambiente regulatório. Ciência, sustentabilidade, avaliação econômica e regulação precisam caminhar juntas. Então, eu tive uma percepção que para atingir aquele objetivo inicial, que era impactar a sociedade e a pesquisa, eu tinha que entender um pouco do regulatório. Foi por isso que me aproximei da CTNBio. Entrei inicialmente como suplente em 2020, para aprender mais sobre biossegurança e regulação,
Eu era muito jovem. Cheguei a supervisionar pós-doutorandos mais velhos do que eu. Em média, meus pares tinham uns 20 anos a mais do que eu. No começo, isso era um desafio. Mas, conforme as pessoas viam o meu trabalho, isso ia mudando. Eu era bastante produtivo, pragmático e tinha uma visão bem direcionada. E, ao longo do tempo, a gente também vai amadurecendo e se moldando. Com o tempo, fui assumindo novas responsabilidades até chegar à vice-presidência e posteriormente à presidência.
Com essa posição de gestor que eu tive, eu pude aprender muito de como fazer gestão científica, então, a questão da integração, trabalho em equipe e resiliência. Eu falo que todo mundo que a gente contrata aqui no laboratório, antes de contratar, eu dou o livrinho “o ego é seu maior inimigo”, porque a gente conseguiu publicar trabalhos na Nature [Periódico internacional de educação científica] e em outras grandes revistas como autor correspondente, graças à resiliência, trabalho e equipe e mission oriented.
Quando a gente colabora internacionalmente, a gente vai com o nosso problema de país buscar coisas específicas para nos ajudar. É até uma parte de patriotismo. Significa muito a gente não estar trabalhando na missão de outras nacionalidades apenas, como Europa ou dos Estados Unidos. É satisfatório quando a gente sabe definir o nosso problema e vai em busca do que a gente precisa, engajar outros pesquisadores internacionais em soluções para o Brasil. Considero isso muito simbólico e tudo isso graças ao trabalho em equipe. Temos 200 pessoas e todos compartilham da mesma missão. Fazemos reuniões semanais com as lideranças, time integrado, internacionalizado, mas da perspectiva dos nossos desafios. Pensar em transição energética para o Brasil é uma coisa, pensar em transição energética para outros países é outra coisa.
“Tenho muito forte para mim o que é gestão e planejamento estratégico de país”
Mario Murakami
Essa perspectiva é muito importante. Hoje tenho uma visão muito institucional da comissão. Minha preocupação é fortalecer a CTNBio, para o PIB brasileiro e múltiplos stakeholders, dar previsibilidade regulatória, criar estabilidade. E o que a gente quer, no final das contas? É ter um sistema regulatório transparente e com previsibilidade regulatória, com prazos, critérios, onde permita um desenvolvimento estável, robusto e confiável da biotecnologia no Brasil. É isso que trago da minha experiência, que tento trazer para a CTNBio: reduzir vulnerabilidades e possíveis volatilidades ao longo dela, tornando o ambiente de inovação mais seguro para investidores, pesquisadores, empresas e para a sociedade.
Considero importante a ética, a integridade, a renovação, são coisas que a gente tem que cuidar nesse ambiente. A CTNBio é uma grande vitrine, então, temos que cuidar de todos os membros com o máximo de atenção, fazer o acompanhamento de todas as avaliações de biossegurança. O Brasil sempre foi a vanguarda no estado da arte, da biotecnologia, em termos de regulatórios. Acredito que que não exista mais questionamento em relação à importância da biotecnologia, em relação a questão dos organismos editados que são equivalentes aos convencionais. Isso foi se construindo, se consolidado, em um regulatório de biotecnologia que serviu de exemplo para vários outros países.

O sistema da CTNBio é um sistema não binário. Ou seja, não é deferido e indeferido. Há uma diligência. Então, muitas vezes o processo tem potencial, tem indicativos de uma avaliação positiva de biossegurança, entretanto, tem lacunas que precisam ser preenchidas, precisam ser obtidos dados experimentais ou melhor explicados. A gente faz uma devolutiva para as empresas em formato de diligência para que elas tenham a oportunidade de responder, a gente tem ciclos de interações para apoiar essa inovação em biotecnologia no Brasil.
Esse diálogo faz parte do processo e ajuda a viabilizar a inovação, sem renunciar ao rigor técnico. Nosso compromisso é com a biossegurança do país, porém a gente tem mecanismos que viabilizam isso, que criam um ambiente regulatório que favorece o avanço responsável da biotecnologia no Brasil. Essa questão aumenta a celeridade da pesquisa, do P&D, e isso reduz custo e aumenta a competitividade de biotecnologias nacionais. Então, o regulatório tem esse caráter também de promover mais a biotecnologia feita no Brasil, não só a biotecnologia importada dentro desse arcabouço regulatório que nós temos hoje.
Entendo que o papel da presidência da CTNBio é conseguir praticar a escuta, saber se comunicar com o setor produtivo, comunicar com diversos ministérios. Temos representantes do Ministério da Defesa, do MRE, do MAPA, do MDIC, do MCTI. É preciso entender que o regulatório tem a base para o técnico científico, mas também tem camadas adicionais, que são esses múltiplos stakeholders. Ter essa percepção e saber harmonizar isso, acredito que é algo precisa ser tratado com cuidado por gestores que vão assumir essa posição
4 – Considerando os 30 anos da CTNBio, como você avalia a evolução da comissão e os impactos para o agronegócio brasileiro?
A CTNBio ajudou a viabilizar, com segurança, tecnologias que hoje fazem parte da agricultura e da indústria brasileira. Muitas vezes existe uma percepção equivocada de que a biotecnologia beneficia apenas grandes empresas ou grandes produtores, mas isso não corresponde à realidade. Eu costumo dizer que a biotecnologia democratiza a ciência e agricultura. Existem casos históricos de cadeias produtivas que saíram de situações extremamente vulneráveis graças ao acesso à inovação genética e tecnológica.
“A biotecnologia não atende apenas grandes produtores. Ela transforma desde a agricultura em larga escala até a agricultura familiar”
Mario Murakami
Hoje, quando olhamos para algodão, soja, milho, trigo, cana-de-açúcar, leveduras industriais, bioinsumos e diversas outras tecnologias, vemos a presença da CTNBio na avaliação da biossegurança desses produtos. Segura para liberação ao meio ambiente, segura para saúde humana, seguro para a saúde animal. Recentemente fizemos uma estimativa e identificamos que cerca de 25% do PIB brasileiro passa, de alguma forma, por tecnologias avaliadas pela comissão. Na comissão, gente consegue ver a ciência se materializar e isso tem um impacto direto na balança comercial e tem um impacto na vida das pessoal. Mostra a relevância do trabalho realizado ao longo dessas três décadas.

5 – Quais foram os principais avanços regulatórios dos últimos anos para a inovação em biotecnologia? E quais os fatores que você considera importante no ambiente de inovação do país?
O primeiro ponto que coloco é a transparência e previsibilidade regulatória. Empresas e pesquisadores precisam conhecer critérios, prazos e procedimentos. Sem isso não existe ambiente favorável para inovação. O segundo é a capacidade da CTNBio de acompanhar a evolução da ciência. Tecnologias como edição gênica de precisão e CRISPR estão moldando e transformando a biotecnologia mundial. Felizmente, o Brasil possui um arcabouço regulatório preparado para lidar com novas ferramentas. Isso permite que as empresas nacionais e a biotecnologia nacional tenham competitividade. E terceiro é a disposição para evoluir continuamente. Não podemos ficar presos às soluções do passado e ter medo inovar.
A inovação exige atualização constante dos processos, sempre com responsabilidade e segurança. O que aconteceu em 2018, aconteceu em 2005, é muito diferente do que acontece hoje. Se a gente seguir aquelas premissas anteriores para a gente pautar nossas decisões de hoje, provavelmente a gente vai tomar decisões erradas, ou talvez decisões que vão levar a um caminho mais difícil. E a gente o melhor caminho. Foi justamente essa capacidade de adaptação que consolidou o Brasil como uma referência internacional em biossegurança e regulação da biotecnologia.
Entre os pontos importantes de atenção, considero as mudanças climáticas. O impacto do aquecimento global tende a chegar primeiro e de forma mais intensa aos países tropicais. Quando falamos sobre aumento de temperatura, estamos falando de impactos diretos sobre fertilidade do solo, disponibilidade hídrica e produtividade agrícola. A agricultura brasileira será uma das primeiras a sentir esses efeitos, diferente dos países nórdicos. Por isso, a biotecnologia que tratamos terá papel fundamental na adaptação da produção agrícola às novas condições ambientais.
Outro tema extremamente promissor é a próxima geração de bioinsumos no Brasil. Hoje muitos produtos biológicos são baseados em microrganismos cujo funcionamento ainda não compreendemos totalmente. Quando entendermos esses mecanismos em profundidade e utilizarmos ferramentas como biologia sintética e edição gênica, teremos bioinsumos muito mais eficientes e produtivos. Eu acredito que uma das próximas grandes revoluções tecnológicas do agro brasileiro virá justamente dessa convergência entre biotecnologia e bioinsumos.
“Se existir um próximo ‘unicórnio brasileiro’ ligado ao agro, eu apostaria nos bioinsumos”
Mario Murakami
7 – Que mensagem você deixa para a CTNBio dos próximos 30 anos?
É uma boa pergunta. A principal mensagem é se permitir evoluir. A CTNBio sempre esteve na vanguarda técnico-científica e isso abriu novos horizontes. A Comissão se tornou referência internacional porque sempre buscou atuar na fronteira do conhecimento científico. Foi isso que permitiu ao Brasil construir um sistema regulatório robusto, seguro e respeitado internacionalmente. Que a gente continue com essa com esse mindset. A inovação exige evolução contínua. Precisamos manter essa capacidade de adaptação, compreender as novas tecnologias e continuar dando os passos necessários para que o Brasil permaneça na vanguarda da biotecnologia mundial. Essa é a mensagem que eu tenho hoje.
Perfil

Mario Tyago Murakami é atual presidente da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e diretor do Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR), vinculado ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).
Formado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), possui doutorado em Biofísica Molecular, com passagem pela Universidade de Hamburgo, na Alemanha. Atuou nas áreas de biologia estrutural, cristalografia de macromoléculas e descoberta de fármacos antes de migrar para a biotecnologia industrial e a bioeconomia. Ao longo da carreira recebeu o Prêmio Jovem Talento em Ciências da Vida da Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular e participou da liderança de projetos científicos internacionais de alto impacto. É pesquisador renomado e dedica-se ao desenvolvimento de tecnologias voltadas à bioeconomia, à transição energética, à inovação industrial e ao fortalecimento da biotecnologia brasileira.
Foi eleito membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências (2020-2024) e recebeu o Prêmio EMBRAPII Pesquisador de Destaque (2023), entre mais de 5 mil pesquisadores da rede. Em reconhecimento internacional, foi convidado pelos editores-chefe da Nature Chemical Biology e Nature Biotechnology para contribuir em edições especiais, integra o conselho consultivo de iniciativas internacionais em bioeconomia e foi eleito pela comunidade científica internacional como Chair da Gordon Research Conference Carbohydrate-Active Enzymes for Glycan Conversions (edição 2029).
Nascido em Taquarituba-SP, morou na cidade paulista Bauru em parte da juventude.