Inovação e sustentabilidade como agendas centrais do setor, defende presidente do Conselho de Administração da CropLife Brasil, André Savino

Ao celebrar sete anos, entidade destaca avanços que contribuíram para salto na agricultura brasileira e aponta caminhos para o futuro.

 

“O que a CropLife almeja na próxima década? (…) Continuar nessa jornada de assegurar que a inovação aconteça”. Com uma visão clara de governança e compreensão de que nenhum elo da cadeia produtiva avança sozinho, o Presidente da Syngenta Proteção de Cultivos no Brasil, André Savino, defende o fomento à tecnologia agrícola no País e o compromisso da indústria com a sustentabilidade como agendas centrais do setor. O CEO é considerado uma das figuras mais influentes do agro, segundo estudo da Deck e da Nexus.

Para isso, avanços regulatórios no Brasil, segurança jurídica para os investidores e conquista do produtor rural para adoção de inovações estão entre as prioridades estratégicas da liderança executiva, conduzida a quatro mãos com a nova presidente da CLB, Ana Repezza. Integrante da entidade desde a formação, Savino avalia que as tecnologias agrícolas atuais estão em outro patamar, equilibrando performance e sustentabilidade na lavoura. Ele declara que, no fim do dia, quem ganha com a evolução do setor é o agricultor e a sociedade.

Em entrevista ping-pong especial de 7 anos da CropLife Brasil, Savino, que além de atuar na Syngenta é produtor rural e atual presidente do Conselho de Administração avalia os feitos que consolidaram a associação no âmbito agroindustrial, suas principais contribuições ao ambiente de negócios e relacionamento com parceiros, bem como aponta caminhos para o futuro do setor, principalmente na construção de confiança e geração de resultados para o País. 

Avanços e perspectivas

Ao longo de sua trajetória institucional, a CropLife Brasil teve papel fundamental na construção e no aprimoramento do ambiente regulatório do setor, com participação nas discussões que resultaram na sanção da Lei dos Defensivos e da Lei dos Bioinsumos e seus desdobramentos. A entidade também vem ampliando o protagonismo na qualificação das discussões sobre agricultura tropical e na valorização das características que tornam o Brasil singular no cenário global, ao fomentar o desenvolvimento e a adoção de tecnologia no campo.

Embora reúna empresas que competem no mercado entre si, a associação tem na inovação o ponto de convergência. Para Savino, a construção de um arcabouço legal e seguro é essencial para dar continuidade nos investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e permitir que o País avance na produção sustentável e em larga escala. “Quando você olha tudo isso, para chegar a um patamar desse, precisa de tecnologia”, afirma. Segundo ele, esse movimento também é estratégico para garantir segurança alimentar e ampliar a oferta de combustíveis renováveis ao mundo.

Para a próxima década, o executivo acredita que será fundamental garantir que a inovação continue acontecendo, com segurança jurídica e marcos regulatórios que assegurem confiança às empresas para investir no país. Nesse processo, destaca a importância de uma atuação articulada com os agentes do ecossistema, incluindo Embrapa, órgãos reguladores, Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Anvisa, Ibama e associações da indústria e de produtores. “A gente precisa juntar  todo mundo para conseguir construir marcos regulatórios importantes, permitindo que a  agricultura continue moderna, forte e pujante”, resume.

Perfil

André Savino é Presidente da Syngenta Proteção de Cultivos no Brasil desde janeiro de 2024, após mais de duas décadas de trajetória na companhia. Sua carreira na empresa somou passagens desde o estágio em agronomia, até áreas técnicas e comerciais. Também atuou em postos de liderança na Diretoria de Marketing no Brasil e Diretoria Geral da Plataforma Comercial SYNAP, holding voltada ao varejo de insumos e serviços. 

Formado em Agronomia pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), tem MBA pela Fundação Dom Cabral e especializações em Purdue e INSEAD. Além de sua atuação corporativa, ele também é cafeicultor em São Sebastião do Paraíso (MG). Filho de bancários, Savino teve sua primeira conexão com a agricultura ainda na adolescência, durante as férias que passava na fazenda dos tios em Monte Alto, no interior de São Paulo, e os ajudava no cultivo de mamão.

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