Cerca de 65% do recurso é destinado a Custeio e Comercialização, como aquisição de insumos; taxas de juros têm corte de 1,5 ponto percentual.

O Governo Federal lançou, nesta terça-feira (30), o Plano Safra 2026/2027, com de R$ 525,1 bilhões destinado à agricultura empresarial. Com acréscimo de R$ 9 bilhões em relação à safra anterior, a iniciativa integra recursos de diversos programas de governo para ampliar linhas de crédito, incentivos e instrumentos de política agrícola voltados a médios e grandes produtores. Cerca de 65% do recurso (R$ 384,9 bilhões – 7,2% menor em relação ao plano anterior) serão destinados ao custeio e comercialização, despesas essenciais da produção agropecuária, como aquisição de insumos, condução lavouras, manutenção de rebanhos e comercialização das produções agrícolas finais. Os outros R$ 140,2 bilhões serão de investimento, como compra de máquinas, equipamento e à inovação tecnológica para as propriedades rurais.
“Hoje estamos lançando o Plano Safra, com crescimento de valor recorde – mais de meio trilhão – e com juros mais baixos, esse era o objetivo. (…) O agro cresceu no PIB brasileiro do ano passado, com 11,7%. Batemos recorde de produção, com 336,1 milhões de toneladas e a expectativa esse ano é de 353 milhões de toneladas. No ano passado, o Brasil exportou US$ 349 bilhões, mesmo com o tarifaço americano, dos quais US$ 169,2 bilhões foi o agro. O saldo de balança comercial é de US$ 149,2 bilhões. É um efeito fantástico na economia brasileira, no sentido de estabilidade e de fortalecimento. Destaco também os avanços na infraestrutura. Batemos recorde de investimentos nos portos. Cresceu 467% investimentos públicos e privados nos portos”, elencou o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, durante evento de lançamento no Palácio do Planalto, em Brasília-DF.

O principal destaque apontado é a redução das taxas máximas de juros em linhas estratégicas, com corte de 1,5 ponto percentual. Em um cenário de custos ainda elevados, a redução pode contribuir nas condições de financiamento, auxiliar na capacidade de planejamento e dar maior previsibilidade ao produtor. Segundo a União, “a queda da taxa Selic abre uma importante janela para a redução do custo financeiro do produtor e para a ampliação da capacidade de contratação do crédito rural”.
Com o slogan “Crédito que fortalece o campo. Campo que alimenta o mundo”, o Plano afirma o papel do crédito como instrumento estratégico para impulsionar a produção e as exportações, fortalecer o mercado doméstico, segurança alimentar e a renda no campo, além de elevar a competitividade do agronegócio brasileiro.