[Rádio] El Niño desafia a produção agrícola no segundo semestre de 2026

Com previsão de maior intensidade, o fenômeno pode afetar lavouras e infraestruturas da produção.

O fenômeno El Niño, que deve registrar intensidade acima da média no segundo semestre do ano, pode resultar em impactos significativos em diferentes frentes da sociedade. Para a agricultura, as mudanças climáticas e de comportamento podem danificar as lavouras diretamente ou abalar estruturas necessárias para a produção, como é o caso das rodovias para o escoamento, por exemplo. 

De acordo com o agrometeorologista da Embrapa – Trigo, Gilberto Cunha, os principais centros mundiais que acompanham o fenômeno e que elaboram previsões climáticas sinalizam que, a partir da primavera e até mesmo do início do verão, há possibilidade de um El Niño intenso. “A intensidade desse evento pode ser uma das mais fortes desde que se começou efetivamente a monitorar e a ter informações mais concretas sobre o fenômeno, a partir do final dos anos 1950”. 

Para o gerente executivo da CropLife Brasil, Renato Gomides, é nesse cenário que as tecnologias agrícolas se tornam decisivas para tornar a produção resiliente. Soluções como sistema de plantio direto, rotação de culturas, bioinsumos e cultivares de ciclo mais curto são ferramentas que protegem a saúde do solo, favorecem as plantas e lidam com geadas e umidade, que favorecem doenças fúngicas. 

“Essas tecnologias, fruto de décadas de pesquisas genuinamente brasileiras, são o que permite que o país continue produzido com segurança, mesmo diante de eventos climáticos extremos como o El Niño. É por isso que defendemos uma regulação que reconheça essa realidade única do Brasil”, afirma o executivo. 

Em uma pesquisa realizada pela CropLife Brasil, em parceria com a empresa Nexos, foi identificado que um quarto dos entrevistados considera a instabilidade climática o principal desafio no campo. Além disso, 80% reconhecem que o atual nível de produtividade agrícola brasileira somente é possível graças à pesquisa e à inovação do setor. 

Ouça a matéria completa:

Rolar para cima