Rodada de Diálogos CLB analisa perspectivas para insumos biológicos e químicos na safra 2026/27

Crescimento avança nos dois segmentos, mas cenário exige maior planejamento e decisões seletivas ao longo do ciclo, diante do clima.

Na última semana, o comitê de Assuntos Econômicos da CropLife Brasil promoveu uma rodada de Diálogos CLB: Abertura de Safra 2026/27, sendo o primeiro encontro sobre as perspectivas para o setor de biológicos e o segundo sobre o novo ciclo agrícola do segmento de químicos. Juntas, as reuniões reuniram cerca de 70 profissionais do setor para analisar o fechamento da safra passada e os principais fatores que devem influenciar o comportamento do mercado no próximo período. As apresentações foram feitas pela consultora da Blink, Cárin Lausmann. 

No segmento de produtos biológicos, os especialistas de mercado destacaram o papel do Brasil no abastecimento global de alimentos, o que favorece a adoção de novas tecnologias voltadas à proteção da produtividade do país e à busca por novas soluções biológicas, especialmente na agenda de sustentabilidade. Ainda que o cenário seja de crédito seletivo e de possiveis instabilidade provocadas pela chegada do El Niño, a perspectiva é otimista do mercado que fechou o ano calendário de 2025 com recorde de R$ 6,2 bilhões em valor e 194 mil hectares tratados pela tecnologia. 

A soja permanece como principal cultura, seguida por milho, algodão, cana, café e citros, com diferentes soluções biológicas adotadas, dentre elas a a integração dos bioinsumos aos programas de manejo e o aumento da intensidade do uso dessas tecnologias. Biofungicidas e bioinseticidas lideram a expansão, seguidos por bionematicidas e inoculantes, que reforçam a necessidade de diversificar o portfólio e as aplicações durante a safra.

Já no segmento de defensivos químicos, a discussão reforçou a manutenção da relevância do Brasil no abastecimento global, já que a demanda por alimentos continua crescendo, com os ganhos de produtividade representanto mais da metade desse avanço. “O Brasil se posiciona como um player estruturalmente dominante em múltiplas cadeias, tanto na de soja, quanto nas de açúcar, algodão, carnes, biocombustíveis, justamente nesses mercados que têm o maior crescimento projetado”, afirma Cárin. 

Para a próxima safra fatores como a intensificação do manejo e o avanço do processo de resistência podem impactar no controle de pragas e doenças, com aumento da recorrência de problemas já conhecidos e maior necessidade de diferenciação dos modos de ação por meio de misturas, formulações e tecnologias de aplicação. 

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