CropLife leva técnicos do INPI a centro de pesquisa e desenvolvimento de biotecnologia

Visita técnica faz parte da Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual (ENPI) e permitiu aproximação dos analistas de concessão de patentes com o trabalho de inovação da indústria agrícola.

A CropLife Brasil (CLB), em parceria com a Corteva Agriscience, promoveu uma visita técnica de 17 analistas de patentes do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) a um centro de pesquisa e desenvolvimento de germoplasma e biotecnologia, em Palmas (TO), nesta quarta-feira (8). O objetivo da imersão foi aproximar os pesquisadores do INPI da realidade da pesquisa agrícola e ampliar a compreensão sobre os processos que dão origem às inovações, a fim de contribuir com a análise qualificada das tecnologias que chegam ao instituto.

Ao longo da visita, os participantes acompanharam de perto as diferentes etapas do desenvolvimento de novas tecnologias agrícolas, desde o plantio até a colheita, passando pelos processos de fenotipagem, genotipagem, processamento de sementes e integração de eventos biotecnológicos em milho, sorgo e soja. O encontro também proporcionou uma troca de experiências entre os analistas da autarquia e os pesquisadores da Corteva, fortalecendo o diálogo entre desenvolvedores da inovação e os atores responsável por analisar a propriedade intelectual e conceder patentes.

“Colocar os técnicos do INPI em contato com os técnicos desenvolvedores de inovação agrícola é muito importante para que eles possam trocar experiências, entender os trabalhos uns dos outros e as dificuldades de análises de pedidos de patente. Propriedade Intelectual e propriedade industrial são agendas prioritárias para a CropLife Brasil e todas suas empresas associadas. Ter um exame de patente de qualidade é muito relevante e, no que a CropLife puder ajudar com informações, ciência e atualização, nós vamos fazer para que possamos ter as concessões de patente de uma forma saudável e que garanta segurança jurídica para as empresas que investem muito em novos produtos para o agro brasileiro”, pontuou a advogada e especialista em Propriedade Intelectual da CLB, Maria Luiza Silveira.

Técnicos do INPI puderam visitar laboratórios de fenotipagem e genotipagem de processamento de sementes, além de estufas de plantio de milho, soja e sorgo que estão em fase de pesquisa

Segundo a diretora de Germoplasma e Biotecnologia da CLB, Catharina Pires, viabilizar esse tipo de encontro faz parte do compromisso da associação em disponibilizar informação sobre ciência, pesquisa e desenvolvimento de tecnologias agrícolas para a sociedade. “Os técnicos do INPI garantem a propriedade intelectual, que é o pilar da inovação. Quando a gente não tem segurança jurídica, não temos propriedade intelectual, e não conseguimos chegar à inovação. E hoje o Brasil é essa grande potência agrícola por causa da inovação no campo”, ressaltou Catharina.

Do lado dos analistas do INPI, a ida aos laboratórios de biotecnologias agrícolas auxilia na compreensão do trabalho e investimento da indústria para a criação de inovações agrícolas que ajudam na superação de problemas e desafios enfrentados na lavoura. “Visitas como essa nos dão a oportunidade de visualizar os processos e desenvolvimentos na área técnica, ampliar o entendimento e permitir a atualização de novas tecnologias, facilitando o entendimento das inovações que chegam formalmente por escrito ao INPI”, explicou a chefe divisão de Agroquímicos e Cosméticos do INPI, Romi Machado.

Rolar para cima