CropLife Brasil destaca alternativas para desenvolvimento sustentável no G20 Agro, em Mato Grosso

Associação que representa a pesquisa e desenvolvimento agrícola no Brasil leva soluções como bioinsumos e agricultura regenerativa para o centro das discussões globais sobre o futuro do setor

Os presidentes da CLB e CLI em encontro com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (Foto: Guilherme Martimon/MAPA)

A CropLife Brasil (CLB) estará nesta semana no centro das discussões sobre o futuro da agricultura no planeta. A entidade participará do encontro do G20 Agro, em Mato Grosso, de 9 a 13 de setembro, para apresentar alternativas sustentáveis, como o uso de bioinsumos e a agricultura regenerativa, para autoridades globais do setor.

O primeiro compromisso da CLB é no Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP), side event do G20 Agro, que acontece no dia 9 de setembro. Na oportunidade, Eduardo Leão, presidente da CropLife Brasil, falará da importância dessas tecnologias no painel A Revolução dos Biológicos e da Agricultura Regenerativa. “A agricultura regenerativa brasileira está no centro das discussões sobre clima desde a COP 28, além do protagonismo nacional na adoção de bioinsumos, que insere o país na agenda verde global. São soluções que o agro brasileiro pode apresentar às nações,” afirma.

Eduardo Leão, presidente da CropLife Brasil (Foto Divulgação)

O Brasil preside o encontro dos líderes das maiores economias do planeta (G20) em 2024 e a proposta é demonstrar tecnologias que estejam alinhadas com as agendas prioritárias para este ano, como o combate à fome, a transição energética e o desenvolvimento sustentável.

O evento terá a presença do ministro da Agricultura e Pecuária (MAPA), Carlos Fávaro, e de outros três ex-ministros – Roberto Rodrigues, Blairo Maggi e Aldo Rebelo –, além de representantes do G20. A realização é do Canal Rural, com cobertura da CNN Brasil.

Ao longo da semana, a CropLife Brasil estará ao lado da CropLife International (CLI), que será representada pelo presidente do Conselho de Administração da entidade, Livio Tedeschi, e pela vice-presidente de Relações Públicas, Laurie Goodwin. As associações são apoiadoras do evento.

Lívio Tedeschi, chairman da CropLife International (Foto Divulgação)

A CLI integra a força-tarefa de sistemas alimentares e agricultura sustentável do B20, fórum empresarial do G20. O grupo entregará recomendações aos governos do bloco, durante encontro ministerial do G20 Agro, na Chapada dos Guimarães (MT), de 10 a 13 de setembro. Entre as propostas estão o estímulo ao aumento da produtividade no campo, novos modelos de crédito e o fortalecimento da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Brasil: protagonista em bioinsumos e agricultura regenerativa


(Foto Shutterstock)

Com uma taxa média anual de crescimento de 21% – quatro vezes acima da média global – e um potencial quase duas vezes maior que o do Hemisfério Norte, o Brasil se consolida como líder no mercado mundial de bioinsumos agrícolas.

De acordo com dados de mercado divulgados recentemente pela CropLife Brasil, os bioinsumos cresceram 15% na safra 2023/2024 em comparação à safra anterior, e as vendas alcançaram R$ 5 bilhões, reforçando o potencial de exportação dessa tecnologia. “O resultado reforça a adoção dessa tecnologia, especialmente em culturas de larga escala, e o potencial de tornar-se uma plataforma de exportação para países de agricultura tropical,” acrescenta Eduardo Leão.

(Foto Shutterstock)

O CEO da entidade reforça o papel da agricultura brasileira na agenda climática por meio da utilização de produtos biológicos. “O cumprimento das metas dessa agenda caminha em sintonia com a adesão de bioinsumos, que melhora a reputação do país na agenda verde global. A aposta nos planos de Agricultura de Baixo Carbono, ABC e ABC+, é uma forma de comprovar o sistema de agricultura regenerativa”, explica.

A agricultura regenerativa foi reconhecida como parte da solução para a diminuição da temperatura do planeta durante a COP 28, em Dubai (EAU). Na conferência, a CropLife Brasil apresentou o case brasileiro de Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e Manejo Integrado de Pragas (MIP). Além disso, destacou o aumento da capacidade do país de ofertar alimentos, fibras e energias renováveis de forma sustentável para o planeta.

Os temas devem seguir nas discussões na COP 29, no Azerbaijão, este ano, e na COP 30, em Belém (PA), em 2025.

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