Agenda reuniu mais de 30 participantes. Conversa trouxe especialistas e apresentou bases, infraestrutura e de bioinsumos.

A CropLife Brasil realizou, na terça-feira (12), o Diálogos CLB: Qualidade na Produção de Bioinsumos – atuação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), para apresentar os resultados de workshop realizado pelo órgão federal em novembro de 2025 e os desdobramentos para o estabelecimento dos Termos de Execução Descentralizada (TED), que discutem sobre responsabilidade na produção e comercialização de produtos biológicos. A agenda reuniu 37 participantes de forma virtual, entre autoridades governamentais, acadêmicos e indústria.
A conversa foi organizada pela Câmara de Bioinsumos da CLB. A diretora de Bioinsumos da CLB, Amália Borsari, e o coordenador-geral de bioindústria do MDIC, José Ricardo Ramos Sales, abriram o encontro e, em seguida, foram realizadas palestras da coordenadora de Insumos Estratégicos da Saúde do MDIC, Renata Borges; da chefe da divisão de Metrologia em Biologia no Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), Luciene Balottin; e da professora e coordeadora do INCT – Conservação e Exploração dos Recursos Biológicos de Coleções em Rede e do Centro de Coleções Microbiológicas da Rede Paranaense (CMRP/TAXonline), Vânia Vicente.
A infraestrutura de qualidade foi o tema central da apresentação de Renata Borges, que detalhou os elementos e processos responsáveis por garantir segurança e eficiência no controle de produtos com base biológica. Segundo ela, essa estrutura depende de critérios básicos a serem atendidos pelos bancos de germoplasma, além dos sistemas de gestão e de validação de qualidade ligados a características do processamento.
Dentro desse cenário, Luciene destacou o papel do Inmetro, instituto responsável por ações como boas práticas laboratoriais e rastreabilidade meteorológica, como um dos pilares colaborativos da infraestrutura de qualidade. A gestora de metrologia evidenciou ainda como o instituto participa de eventos internacionais e coloca o Brasil como um país com potencial para desenvolver competências de medição na área de microbiologia global.

Em seguida, somando ao debate, Vânia apresentou os diagnósticos situacionais dos bancos de germoplasma – estruturas voltadas para conservação de plantas, animais e microrganismos e que são provedores do material biológico usado na produção de bioinsumos. A professora afirma que, detectando a origem e distribuição dos materiais, esse levantamento de dados fortalece a bioindústria e disponibiliza informação e conhecimento.
A gerente regulatória de Bioinsumos da CropLife Brasil, Julia Pupe, destacou a relevância do debate e da participação de cada uma das partes no desenvolvimento de insumos biológicos. “Essas discussões reforçam a necessidade de garantir uma produção, comercialização e disponibilização de produtos seguros e de qualidade no mercado, com o objetivo de garantir a credibilidade do setor, aumentar a adoção dessas tecnologias e fomentar a exportação desses produtos”, concluiu.