[Rádio] Uso da biotecnologia se consolida como base da agricultura brasileira

Tecnologia integra modelo produtivo do país e impulsiona ganhos aliando sustentabilidade e produtividade, nas últimas três décadas.

Há 28 anos no mercado brasileiro, a biotecnologia deixou de ser aposta e virou base da produção agrícola brasileira. Desde as primeiras liberações, em 1998, os organismos geneticamente modificados (OGMs) passaram a ocupar espaço central nas lavouras. Segundo levantamento da CropLife Brasil com a Agroconsult, mais de 100 milhões de toneladas de grãos produzidos no Brasil têm origem em sementes transgênicas, que ajudam elevar a produtividade no campo, diminuir a pressão por novas áreas e a reduzir a produção de gases do efeito estufa. 

De acordo com Danielle Costenaro, gerente regulatória de biotecnologia e germoplasma da CropLife Brasil, o uso de organismos modificados se consolidou como uma ferramenta para o campo, mostrando como a ciência foi incorporada com responsabilidade na agricultura brasileira. As tecnologias que chegam ao produtor passam por avaliação rigorosa para garantir a segurança de quem consome e de quem produz, além de ser livre de riscos para o meio ambiente e os animais. Nessa trajetória, a criação da CTNBio e da Lei de Biossegurança são marcos importantes relacionados à estrutura regulatória do país. 

Na Comissão, o sistema de regulação acompanha a evolução científica. A expectativa é que o escopo regulatório seja aprimorado à medida que as tecnologias evoluam e as comissões responsáveis, dentro do órgão, estejam atualizadas para julgar os processos que lhes são destinados, explica o secretário-executivo da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), Rubem José do Nascimento. Cada vez mais presente no campo, a biotecnologia contribui no enfrentamento a desafios como clima, produtividade e sustentabilidade no campo. 

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