Crescimento do setor é notável; Nova regulamentação deve caminhar junto a discussões internacionais.

O Brasil começa a ganhar espaço no debate internacional sobre bioinsumos agrícolas. O tema entrou na pauta de encontros recentes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris, e deve seguir sendo debatido em feiras, fóruns e eventos internacionais ao longo de 2026. A agenda acompanha o crescimento do setor no país, que registrou aumento de 15% de utilização na Safra 2024/25 e segue em ritmo notável, 4x superior à média global (22% ao ano).
Em um momento de maior adoção de bioinsumos na agricultura brasileira, a discussão é fundamental para abrir oportunidades comerciais e para posicionar o Brasil como referência em inovação agrícola e em soluções sustentáveis. Alberto Bicca, engenheiro agrônomo e especialista em comércio exterior da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), explica que a agenda se conecta com as ações do renera – Brazilian Bioinputs Innovation Hub, projeto desenvolvido entre a Agência e a CropLife Brasil, voltado à inserção e promoção dos produtos biológicos brasileiros no exterior.
Hoje, são aproximadamente 170 empresas brasileiras produtoras de bioinsumos, que somam mais de mil produtos registrados. E, segundo a diretora de Bioinsumos da CropLife Brasil, Amália Borsari, na atual fase estratégica do setor, a consolidação do marco regulatório dos bioinsumos precisa dialogar com as discussões internacionais e trazer harmonização infralegal, para que o Brasil não construa esse caminho sozinho.