O objetivo é ampliar o diálogo e fomentar discussões sobre o modelo produtivo, que ainda é pouco conhecido entre os representantes do setor.

De acordo com uma pesquisa realizada pela empresa Nexus, em parceria com a CropLife Brasil, 1 em cada 4 representantes do setor do agronegócio não sabe definir o conceito de agricultura tropical, que é o principal modelo produtivo do país. Entretanto, ainda que os números sejam baixos, as discussões têm tido espaço para avançar no Brasil, como no Global Agrobusiness Festival (GAFFFF), evento realizado em São Paulo entre os dias 01 e 02 de outubro.
Agricultura Tropical é um modelo produtivo baseado na combinação entre ciência, tecnologia e adaptação às características naturais do território brasileiro, possibilitanto a produção mesmo sob as condições tropicais do país. Também é o tema central da campanha lançada em maio pela CropLife Brasil.

Para a presidente da CLB, Ana Repezza, a agenda foi uma oportunidade de colocar o tema em discussão e ampliar o diálogo sobre os mecanismos necessários para que as soluções continuem chegando ao campo. Além disso, a executiva também reforçou o papel desse modelo produtivo no futuro. “É também uma oportunidade de mostrar porque a experiência brasileira pode contribuir para os debates sobre o futuro da produção de alimentos em todo o mundo.”
Com o objetivo de contribuir com informações técnicas e fomentar debates sobre o tema, na sexta-feira (02), Ana Repezza mediou o painel “O que é que só o Brasil tem?”. A CLB também esteve no painel “Desafios Regulatórios Internacionais Associados à Biotecnologia”, com a condução da consultora Adriana Brondani, e na discussão “Fertilizantes, Bioinsumos e Biológicos: Segurança, Inovação e Sustentabilidade”, moderada pela diretora de Bioinsumos da CropLife Brasil, Amália Borsari.