[Rádio] Abelhas sem ferrão podem impulsionar renda e culturas agrícolas

Com 93 insetos do tipo mapeados, a meliponicultura é uma ativo produtivo do país; Nova funcionalidade do CropData reúne dados sobre as espécies.

A presença de abelhas nativas sem ferrão é um dos fatores determinantes para a reprodução da mata nativa e das culturas agrícolas. Além de a polinização exercer um papel fundamental para o equilíbrio dos ecossistemas, o trabalho das abelhas sem ferrão também gera renda para muitos produtores de mel, geoprópolis, polén e cera, por meio da polinicultura. Atualmente, o Brasil possui 93 espécies registradas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade, distribuídas por todas as regiões. 

Para o gerente executivo da CropLife Brasil, Renato Gomides, a biodiversidade no Brasil não é apenas uma pauta ambiental, mas também um ativo produtivo. “As abelhas sem ferrão sustentam a polinização de culturas agrícolas e, ao mesmo tempo, geram renda direta no campo, com mel, pólen e cera. O Norte, com 65 espécies, e o Nordeste, com 58, concentram essa diversidade. E não por acaso são as regiões com maior tradição de meliponicultura”. 

Agora, o CropData, plataforma de dados da CropLife Brasil, conta com o Atlas da Meliponicultura Brasileira no seu painel de polinizadores. O novo espaço permite identificar espécies, visualizar imagens e compreender a área de abrangência das abelhas sem ferrão, além de filtrar a distribuição por estado e região. 

Essas informações contribuem para a tomada de decisões estratégicas na produção agrícola. “Ao reunir dados do ICMBio e do Catálogo Nacional no painel de polinizadores do CropData, permitimos que qualquer pessoa visualize quais espécies ocorrem em cada estado. Isso traz informações que formam a base para o manejo responsável, para a pesquisa e para a formulação de políticas públicas. Conservar polinizadores e produzir alimentos são agendas convergentes”, reforça Renato. 

Além do indicador de abelhas, o CropData também reúne informações sobre os setores de sementes, bioinsumos, defensivos agrícolas e biotecnologia. No setor de sementes, em relação a 2025, os dados indicam crescimento de 2,1% nas exportações brasileiras, o que equivale a aproximadamente 127 milhões de dólares. As sementes de milho, forrageira e hortícolas representaram 85% do total do valor de mercado. Em volume, o país embarcou 22,6 mil toneladas de sementes no último semestre, o que corresponde a um crescimento superior a 10% em relação ao ano anterior. 

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