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Transgênicos entregam inovação para agricultores alcançarem uma produção segura e sustentável

Com uma área acumulada de 2,7 bilhões de hectares e um crescimento de aproximadamente 112 vezes desde 1996, a biotecnologia agrícola é considerada a inovação que foi mais rapidamente adotada pelos produtores rurais do mundo inteiro. 

Em 2019, as plantas transgênicas foram cultivadas em 190,4 milhões de hectares distribuídos em 29 países. Outros 42 países importaram produtos transgênicos como alimentos, rações e para processamento, fazendo com que a biotecnologia agrícola se fizesse presente em 71 países. Os dados são do relatório do Serviço Internacional para Aquisição de Aplicações de Agrobiotecnologia (ISAAA) divulgado nesta segunda-feira, dia 30 de novembro.

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A inovação nas culturas transgênicas não para. Plantas transgênicas que apresentam combinação de resistência a insetos e tolerância a herbicidas ocuparam 45% da área global cultivada com transgênicos, ultrapassando a área plantada de lavouras que apresentavam apenas a característica de tolerância a herbicidas.

Além disso, está havendo uma expansão das culturas geneticamente modificadas (GM) para além das grandes comodities (milho, soja, algodão e canola). Consumidores pelo mundo têm se beneficiado de alimentos como mamão, beterraba, berinjela, batata, abóbora, maçã e abacaxi, cultivados em 489 mil hectares. Nenhuma delas é plantada ou comercializada no Brasil.

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Transgênicos no Brasil

Segundo o ISAAA, o Brasil cultivou 52,8 milhões de hectares com culturas transgênicas em 2019, um crescimento de 5,2% em relação a 2018. Essa área representa aproximadamente 28% de todo o cultivo global de transgênicos. A soja é responsável pela maior parte disso, 35,1 milhões de hectares, adoção de 98% da área cultivada (superando a área com soja GM dos EUA). No milho foram 16,3 milhões de hectares, com adoção de 89%. No caso do algodão, a área plantada chegou a 1,4 milhão de hectares com adoção de 99% e o segundo ano de plantio da cana transgênica resistente a insetos, atingiu 18 mil hectares.

Transgênicos no mundo

Os Estados Unidos contemplam a maior área plantada com transgênicos, 71,5 milhões de hectares. O Brasil vem logo atrás com 52,8 milhões de hectares, seguido pela Argentina, Canadá e Índia com 24, 12, 5 e 11,9 milhões de hectares respectivamente. Esses cinco países respondem por 91% da área plantada com plantas transgênicas. Outros 24 países, em todos os continentes, inclusive na Europa, foram os responsáveis pelo cultivo dos outros 17,7 milhões de hectares, o equivalente a 9% do total.

Além disso, a taxa média de adoção de culturas transgênicas nos cinco países que mais utilizam essas tecnologias continua a aumentar e está cada vez mais perto de chegar perto da totalidade. EUA apresenta 95% (média para adoção de soja, milho e canola) de adoção, Brasil (94%), Argentina (100%), Canadá (90%) e Índia (94%). Essa ampla adoção reflete a satisfação dos agricultores com a eficiência dessas tecnologias.

Transgênicos contribuem para segurança alimentar e preservação ambiental

Muito além dos benefícios aos agricultores, as sementes transgênicas promovem a segurança alimentar e nutricional, fundamental para que os países superem problemas como a fome e a desnutrição. A biotecnologia também é responsável por enormes benefícios para o meio ambiente.

De acordo com o ISAAA, a adoção das culturas GM tem trazido grandes benefícios sociais, econômicos  e ambientais  como: aumento da produtividade, menor uso de defensivos químicos nas lavouras, conservação da biodiversidade, redução nas emissões de dióxido de carbono (CO2), um dos gases do efeito estufa, e geração de renda para os agricultores.  Os ganhos econômicos globais proporcionados pelas culturas GM de 1996 a 2018 totalizaram 224,9 bilhões de dólares, beneficiando mais de 17 milhões de agricultores, 95% dos quais são de países em desenvolvimento. No Brasil, os ganhos foram de 26,6 bilhões de dólares. 

ISAAA

Com isso, as plantas transgênicas devem contribuir cada vez mais para a intensificação da sustentabilidade no campo. Onde áreas já utilizadas pelo agricultor permanecem produtivas por muito mais tempo, evitando também o desmatamento e auxiliando na preservação da biodiversidade do planeta. 

Confira o relatório completo

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