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Tecnologia a serviço do plantio

O ser humano vem desenvolvendo diferentes maneiras de garantir um bom aproveitamento do potencial contido na semente desde o início da agricultura. A escolha de variedades ou híbridos com boas taxas de germinação, o preparo do solo e o aprimoramento dos maquinários que dão suporte ao produtor no momento do plantio são exemplos de como o valor da semente é reconhecido.

Os avanços que hoje vemos no campo têm revolucionado a maneira como manejamos nossas culturas e contribuído para produzirmos mais com menos, inclusive no momento do plantio da semente – um passo essencial da safra. Como todo organismo vivo nos estágios iniciais, a semente precisa encontrar condições adequadas para poder ter o melhor desempenho ao germinar. E o solo é o primeiro elemento externo que a semente encontrará.

Apesar de algumas soluções em agricultura moderna já dispensarem o uso do solo, a grande maioria dos agricultores em todo o mundo ainda depende e aposta nesse recurso para realizar o cultivo.

É o por esse motivo que tanto se investe na preservação das condições saudáveis desse substrato e, quando necessário, na correção de parâmetros que fogem à qualidade esperada. Para isso, já temos tecnologias que permitem a utilização de satélites que capturam diferentes espectros da luz e conseguem determinar a composição química do solo, dando o seu nível de fertilidade e hidratação, bem como a presença de espécies invasivas e doenças.

Este nível de informação nunca foi tão detalhado em toda a história da agricultura, o que significa que podemos tomar melhores decisões antes da semente chegar no solo, preparando um melhor ambiente para o seu desenvolvimento.

A forma de entrega da semente também evoluiu. As primeiras semeadeiras eram operadas pelo homem ou por animais, depositando as sementes em uma única fileira. O resultado eram talhões grosseiramente heterogêneos. Associando design e engenharia, nossas plantadeiras de hoje podem plantar múltiplas dezenas de linhas simultaneamente e com alta velocidade. O nível de precisão é tal que os equipamentos atuais evitam a duplicação de sementes e ainda regulam a profundidade e o espaçamento com exatidão, resultando em um campo uniforme e mais produtivo.

Algumas estratégias de plantio ainda mais disruptivas já são feitas por drones. Esse tipo de veículo aéreo não tripulado (VANT) já está sendo explorado para executar múltiplas tarefas que antes exigiram a mão de obra humana. No caso do plantio, os drones são programados para varrer uma área previamente delimitada pelo agricultor, que pode inclusive ser mapeada quanto a diferentes parâmetros que afetam a cultura, permitindo a adoção de medidas preventivas ou corretivas, o que aumenta a chance de sucesso do agricultor.

Apesar da eficiência desses equipamentos ainda não superar aquela de grandes plantadeiras, um único operador pode controlar múltiplos drones ao mesmo tempo, o que já otimiza o processo e mostra excelentes resultados na silvicultura. Se levarmos em consideração os custos, a manutenção e alguns parâmetros relativos à pegada ecológica, esses equipamentos têm potencial como uma alternativa viável para produtores de certas culturas, principalmente em pequena a média escala.

Com o aumento da autonomia, bem como a maior eficiência de conversores de energia solar e baterias, os VANTs deverão cobrir áreas cada vez mais extensas e auxiliar o plantio de propriedades ao redor do mundo.

Assumindo que “diversidade” é uma das palavras mais importantes para a agricultura, é importante ressaltar que a mecanização inteligente vem acompanhada de sementes com germoplasmas mais robustos, modificadas geneticamente por meio da introdução de características vantajosas do ponto de vista agronômico e tratadas com formulações cada vez mais sofisticadas de defensivos.

Em paralelo, já temos clara a percepção de que o solo é um verdadeiro ecossistema que pulsa com vida, inclusive com microrganismos que são benéficos para semente – como bactérias e fungos. Por este motivo, a indústria se dedica a entender como cercar a semente de outros seres vivos que contribuirão para a melhor performance.

Assim, as máquinas agrícolas do plantio do futuro serão aquelas que entregarem a melhor semente no melhor ambiente, integrando-se às demais soluções do setor e levando em consideração o nosso meio ambiente.