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Novos produtos biológicos de controle são registrados no Brasil

O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) publicou em outubro no Diário Oficial da União um ato com registro de dez novos produtos biológicos de controle, que afirma poderem ser usados tanto na agricultura orgânica como na convencional. Assim, o número de produtos biológicos de controle registrados em 2019 chega a vinte e quatro.

Os produtos biológicos de controle

Os defensivos biológicos para o controle de doenças e pragas são diferentes dos defensivos químicos, pois ao invés de apresentarem moléculas sintéticas em seus produtos, os biológicos são desenvolvidos a partir de organismos ou substâncias naturais, considerados ativos biológicos.

Os ativos biológicos que fazem parte de formulações de produtos, já registrados no Brasil, são representados pelos agentes macrobiológicos (ácaros, insetos e nematoides), microbiológicos (vírus, bactérias e fungos), semioquímicos (feromônios) e bioquímicos (hormônios).

Com o registro dos dez novos produtos biológicos de controle, o número dessa classe de defensivos chega a 245 produtos comerciais à base de ativos biológicos, utilizados em práticas de controle biológico. Esses produtos são, majoritariamente, bioinseticidas, biofungicidas e parasitoides (insetos que parasitam outros organismos).

Novos agentes biológicos de controle foram registrados

Dos produtos registrados no mês de outubro, vale o destaque para dois defensivos, à base dos agentes biológicos Heterorhabditis bacteriophora e Hirsutella thompsonii, ambos inéditos no Brasil.

O primeiro é uma espécie de nematoide que poderá ser usado no combate à larva-alfinete, que ataca a cultura da batata, o segundo é uma espécie de fungo capaz de controlar o ácaro rajado, que causa prejuízos a culturas de abacaxi, algodão, cacau, feijão, maçã, maracujá, melancia, milho, morango, pera, soja e uva.

Os agentes biológicos são considerados organismos benéficos capazes de diminuir a população de uma praga ou a incidência de doenças, mantendo um nível que não cause danos econômicos à lavoura.

Além disso, foram registrados dois produtos formulados a partir da mistura de quatro baculovírus para o controle de até quatro espécies de lagartas consideradas pragas, e de um defensivo desenvolvido com base na mistura de três microrganismos, duas bactérias (Bacillus subtilis e Bacillus licheniformis) e um fungo (Paecilomyces lilacinus) para controle de duas espécies de nematoides.

Diferentemente dos defensivos químicos, que são registrados por culturas, os produtos biológicos de controle são registrados por alvo (pragas e doenças), isso significa que uma vez registrados no MAPA, esses produtos podem ser utilizados em qualquer cultura cuja praga alvo ocorra, podendo ser alternado com produtos de origem química em qualquer cultivo agrícola.

Dessa forma, os defensivos convencionais e biológicos são complementares e sinérgicos. Fato que promove efetivamente a agricultura sustentável, garantindo a manutenção da biodiversidade na lavoura e produção de alimentos sem resíduos.

Em 2018, a produção de produtos biológicos para controle de pragas e doenças agrícolas cresceu mais de 70% no Brasil. A adoção de defensivos biológicos é essencial para o Manejo Integrado de Pragas (MIP), prática que é preventiva e tem sido incentivada dentro da produção agrícola pois ajuda na preservação de tecnologias e auxilia diversos agricultores a superar os desafios de se produzir em um país tropical.