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Nobel da Paz reconhece a importância da segurança alimentar

O World Food Programe (WPF) ou Programa Mundial de Alimentos (PAM) das Organizações das Nações Unidas (ONU) recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 2020. Um reconhecimento pelos esforços no combate à fome no mundo e para melhorar as condições em áreas atingidas por conflitos. A honraria também serve como um alerta sobre a importância da segurança alimentar para a criação de um ambiente de paz e estabilidade. 

Brasil tem papel fundamental no combate à fome no mundo

O Brasil está entre os três maiores exportadores de alimentos do mundo. 

Nos últimos 30 anos, nossa agricultura deu um salto enorme. Na safra 1990/91, o país colheu cerca de 60 milhões de toneladas de grãos. De acordo com o primeiro levantamento da Conab, a safra 2020/21 deve ultrapassar 268 milhões de toneladas, 11 milhões a mais do no ciclo 19/20. 

A ONU estima que o planeta terá 10 bilhões de habitantes em 2050 e, consequentemente, a demanda por alimentos deve crescer significativamente. O cenário atual aponta que questões como mudança climática, urbanização e degradação dos solos e das reservas de água serão grandes desafios a serem vencidos pela humanidade nas próximas décadas.

Com razão, o Brasil é apontado como um dos principais países a ter que suprir a demanda que surgirá, já que ainda pode produzir muito mais sem ter que avançar sobre novas áreas de cultivo. Basta recuperar e aproveitar terras já degradadas e investir em tecnologias que permitam aumentar a produtividade das lavouras. Mas não há como prover mais alimentos, conservando os recursos naturais, sem inserir o conceito da sustentabilidade – ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável – em todos os processos da cadeia produtiva.    

Inovação traz produtividade com sustentabilidade

A agricultura brasileira, de forma geral, já é sustentável. Ocupa menos de 8% do território nacional. E grande parte das áreas preservadas de vegetação nativa estão dentro de propriedades rurais, algo equivalente a ¼ de território do país. 

Mesmo assim, somos uma potência mundial na produção de alimentos. Qual é o segredo? Inovação e tecnologia. 

Com base na ciência, pesquisadores dos setores público e privado trabalham duro para oferecer ao agricultor as ferramentas necessárias para melhorar o desempenho das lavouras. Hoje, estão à disposição sementes e mudas com material genético de alto rendimento, plantas geneticamente melhoradas que resistem melhor ao clima e ao ataque de pragas, além de defensivos químicos e biológicos para proteger as plantas. 

O avanço no uso de produtos biológicos merece destaque. Considerando apenas os biodefensivos, nos últimos cinco anos, houve um crescimento de mais de 300% no número de produtos registrados no Brasil. 

Segurança é fundamental

A indústria de insumos investe muitos recursos no desenvolvimento de produtos cada vez mais eficientes e seguros. Aliás, a preocupação com a segurança de trabalhadores, produtores, consumidores e meio ambiente faz parte da rotina das fazendas modernas. 

E a segurança para os consumidores é cada vez mais evidenciada com a introdução de sistemas de rastreabilidade, hoje é possível saber o que acontece com um alimento desde o campo até a mesa.

Uma outra ferramenta que não podemos deixar de citar quando falamos de impactos ambientais e financeiros. Ela está permitindo ao produtor coletar transmitir e analisar dados, praticamente em tempo real. Tudo para que o agricultor tenha informação para decidir o melhor momento de irrigar e fazer tratamentos, por exemplo.  

Aquela imagem clássica, e equivocada, do agricultor com jeitão de Jeca Tatu nem de longe representa o que acontece nos campos brasileiros. A modernidade já chegou às fazendas. E faz tempo!

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