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Amazônia em pé e um trabalho coordenado de preservação

Para celebrar o Dia da Amazônia, conheça protagonistas de uma agricultura sustentável na região.

A Amazônia é um local de números imensos, assim como o seu potencial, seja no mercado de carbono, na bioeconomia, na medicina, turismo, entre diversas outras possibilidades.  Estamos falando do maior bioma brasileiro que ocupa quase metade do território nacional – patrimônio que contêm uma das maiores reservas de água doce do planeta, além de 30 mil das 100 mil espécies de plantas de toda a América do Sul e, também é responsável por um terço de toda a madeira tropical do mundo.

É inquestionável a importância que a Amazônia tem para o Brasil e para o mundo. A região é essencial para o equilíbrio ambiental e climático do planeta. Por isso, qualquer atividade, incluindo as práticas agrícolas devem se desenvolver de forma totalmente alinhada à sustentabilidade, empregando tecnologias conservacionistas.

Para celebrar o dia 5 de setembro, Dia da Amazônia, trouxemos projetos que estão no caminho certo. Neles, plantas nativas são exploradas comercialmente pelas comunidades locais, mantendo a floresta em pé com uma produção sustentável. E algumas delas, inclusive, apresentam grande potencial econômico fazendo sucesso nos mercados interno e externo. É o caso da andiroba, do açaí e da castanha-do-pará ou castanha-do-brasil, como é conhecida em todo o mundo.

A agricultura na Amazônia é produtiva e auxilia as comunidades locais

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 Trabalho em cooperação garante renda sustentável

Desde 2003, a Cooperativa Mista dos Produtores Extrativistas do Rio Iratapuru (COMARU) auxilia extrativistas no Amapá. A cooperativa, por exemplo, fabrica óleo de castanha-do-pará para uma das maiores empresas de cosméticos do mundo e o cooperativismo é apontado como uma ferramenta chave para que a população da Amazônia possa desenvolver um trabalho eficaz. Na comunidade, localizada na unidade de conservação Estadual, em Laranjal do Jari, vivem 68 famílias.

HOmens sentados trabalhando na floresta, extraindo casatanhas do Pará dos frutos

Uma dessas famílias é a do extrativista Aldemir Pereira Cunha. A herança veio dos pais que também eram castanheiros na região. Aldemir já passou pelo cargo de presidente da COMARU e, hoje, aos 35 anos, revela que os principais resultados da atividade extrativista estabelecida na Amazônia vêm da floresta em pé e do conhecimento tradicional.

desteo destacado do extrativista Aldemir Pereira Cunha com foto dele ao lado da fala.

A coleta da castanha-do-pará na mata dura 4 meses, período em que os trabalhadores deixam suas casas para se dedicar à atividade. Depois, o trabalho segue na agroindústria para que o produto seja beneficiado e transformado em óleo.

Atualmente, o castanheiro Bruno Dutra de Freitas é quem lidera a cooperativa em Laranjal do Jari. Com 33 anos, ele afirma que sua vida sempre esteve ligada à Amazônia e a preservação da região está no seu dia a dia.

texto destacado do líder da cooperativa da amazônia Bruno Dutra de Freitas com foto dele ao lado da fala.

Bruno lembra que neste dia da Amazônia é necessário reforçar a importância da constante conservação do local para que as comunidades permaneçam em suas áreas. Ele lamenta a falta de políticas públicas que favoreçam a região.

 Tecnologias conservacionistas mudam a forma de se produzir e a realidade dos agricultores

A proteção da biodiversidade da Amazônia também pode ocorrer com o emprego de ações que envolvem muitos setores que contemplam o social, operacional e ambiental. A presença da iniciativa privada, organizações não governamentais, institutos de pesquisa públicos e privados levam conhecimento técnico e teórico para as comunidades locais. Com esses programas são introduzidas novas tecnologias que se somam à experiência que as comunidades já possuem.

Há várias atividades na região, como por exemplo: a adoção de tecnologias para recuperação de áreas degradadas, implantação de sistemas agroflorestais e diversificação da atividade agrícola. Um dos programas desenvolvidos pela Embrapa Amazônia Ocidental envolve, pelo menos 50 famílias da comunidade Jatuarana, na zona rural de Manaus. O objetivo é promover a diversificação nas propriedades, incentivando o cultivo de banana, mandioca, açaí, cacau e feijão, além da exploração da pesca, tradicional na região.

destque na planta de açaí mostrando os frutos produzidos na amazonia

planta cheia de frutos de guaraná cultivada na amazonia

Plantas de açaí, acima, e guaraná, abaixo, que são cultivadas na Comunidade Jatuarana

Aos 69 anos, o produtor Narciso Nunes Ferreira é um dos integrantes do projeto que destaca antes do apoio da instituição de pesquisa, ele se dedicava ao cultivo da mandioca. Hoje, planta também banana, açaí e guaraná e conta que já conseguiu aumentar a renda da família.

desteo destacado do produtor rural da amazônia Narciso Nunes com foto dele ao lado da fala.

O que essas histórias nos mostram?

A atuação cooperativa, empregando soluções baseadas na natureza aliadas às práticas conservacionistas e respeito ao conhecimento tradicional resumem os principais ingredientes dessas histórias de desenvolvimento sustentável da Amazônia.

Em todas elas, a floresta e as comunidades são vistas como essenciais ao crescimento da região. Isoladamente, podem parecer projetos pontuais mas, de fato não são. Afinal, cada um traz em si elementos de formação técnica e educacional com alto potencial de capilaridade e oportunidades. Um novo jeito de fazer para se alcançar o crescimento econômico voltada a melhorar as condições de vida da população e do meio ambiente.

 5 de setembro

O dia 5 de setembro foi escolhido como Dia da Amazônia por coincidir com a data de criação da Província do Amazonas (atual Estado do Amazonas) por D. Pedro II, em 1850.

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